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PCMG deflagra terceira fase da operação Marcos,4:22 na Zona da Mata

 Após trabalhos investigativos, quase 50 suspeitos já foram indiciados por envolvimento com o tráfico e com crimes patrimoniais


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A Polícia Civil de Minas Gerais deflagra a terceira fase da operação “Marcos, 4:22” visando desarticular um grupo criminoso suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e com crimes patrimoniais, na Zona da Mata mineira. Na manhã desta quarta-feira (31/3), mais de 40 policiais civis do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora cumprem 26 mandados de busca e apreensão e três de prisão nas cidades de Juiz de Fora, Muriaé, Leopoldina, Pirapetinga, Divino, Carangola, Fervedouro, Espera Feliz e Patrocínio do Muriaé. A operação teve início na noite terça-feira (30/3) e resultou na prisão de um homem de 46 anos, suspeito de ser o líder do grupo, no município de Juiz de Fora. 

Na ação de hoje, os agentes buscam elementos materiais relacionados aos crimes praticados pelo grupo a fim de complementar o procedimento apuratório.

Operação Marcos, 4:22

Segundo o delegado Rômulo de Freitas Segantini, “o nome da operação faz alusão à passagem bíblica do evangelho, segundo Marcos Evangelista, que em seu capítulo 4, versículo 22, afirma que nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido a luz do dia”, explica, complementando que a PCMG conseguiu esclarecer um complexo esquema de tráfico de drogas que existia há anos no município de Divino e na região, com ramificações em outros estados.

Em agosto, na primeira fase, a PCMG desmantelou a organização criminosa suspeita de atuar na Zona da Mata mineira, com ramificações. Desde o início das investigações, mais de 30 pessoas foram detidas e quase 50 pessoas já foram indiciadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o mesmo crime, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além disso, cerca de 30 veículos e quase R$ 100 mil foram apreendidos, bem como outros materiais de interesse investigativo. 

Em outubro do ano passado ocorreu a segunda etapa da ação, no estado do Espírito Santo, onde dois advogados foram presos, suspeitos de participação nos crimes. Na época, a manobra foi uma junção da operação Marcos 4:22, da Polícia Civil de Minas Gerais, com a operação Vade Mecum, da Polícia Civil do Espírito Santo, após intercâmbio de informações entre as polícias mineira e capixaba.



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