Fundada em 2017 por um historiador local preocupado com o apagamento da memória histórica, a instituição reforça seu papel na preservação da identidade cultural de Mirai (MG)
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| Foto: Marcos Gama / Mídia Mineira. |
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| Foto: Victor / Arquivo pessoal. |
A Academia Miraiense de Letras (AML) deu início, na noite da última sexta-feira (17), às comemorações de seu décimo aniversário de fundação. A solenidade de abertura ocorreu no Salão do CERPAS, anexo à Igreja Matriz de Santo Antônio, no município de Mirai (MG), e reuniu representantes do poder público municipal, lideranças políticas da região e membros da sociedade civil.
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| Foto: Marcos Gama / Mídia Mineira. |
Entre os presentes estiveram a secretária municipal de Cultura, Isabel Rossi Vernier Magalhães, a secretária de Administração, Andrea Gomes, integrantes do Conselho Municipal de Cultura, vereadores da Câmara Municipal local e o ex-deputado estadual Fernando Pacheco. A cerimônia foi conduzida pelo presidente da AML, Jorge Luiz Mazon, e contou ainda com a participação de representantes da Academia Muriaeense de Letras e diretores de instituições de ensino públicas e privadas do município.
Durante o evento, o professor Hiago de Souza Pereira, que atuou como primeiro Mestre de Cerimônias da AML, foi distinguido com o Diploma de Reconhecimento da Instituição, homenagem que marcou simbolicamente a abertura das celebrações do decênio.
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| Foto: Victor / Arquivo pessoal. |
A AML foi criada em 20 de janeiro de 2017, a partir de uma iniciativa do historiador Sérgio Antônio. A motivação para o projeto, segundo o próprio fundador, era o risco percebido de que a memória de figuras históricas relevantes para a região fosse gradualmente diluída pelo tempo. A proposta central era conferir permanência simbólica a personalidades que deixaram contribuições culturais no município e nos territórios que historicamente integraram sua área de influência.
Para isso, a instituição adotou o conceito do "Imortal" — figura presente em academias de letras de todo o país —, reunindo em seu corpo titular escritores, artistas, psicólogos, tecnólogos e pessoas de reconhecido saber. O chamado Panteão de Patronos Imortais busca articular tanto expressões populares quanto eruditas da cultura local, em uma proposta que a própria entidade descreve como uma tentativa de preservar o ecletismo das artes, das ciências e da memória coletiva miraiense.
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| Foto: Marcos Gama / Mídia Mineira. |
Ao longo de dez anos, a AML se consolidou como uma das principais referências culturais de Mirai. Os membros titulares assumem publicamente o compromisso de manutenção da memória histórica da cidade, num contexto em que iniciativas locais de preservação cultural enfrentam os desafios crescentes da fragmentação e da aceleração das transformações sociais. As celebrações do aniversário devem se estender nos próximos dias, com uma programação ainda a ser divulgada pela instituição.
Por Mídia Mineira.
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