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Tarifa de ônibus em Cataguases passará para R$ 3,00 em 1º de setembro

Tarifa aumentou mais que o Salário Mínimo e muito mais que a inflação acumulada. Percentual é um dos maiores da região.


A partir de 1º de setembro os trabalhadores de Cataguases terão que conviver com mais um aumento de preço. O aumento de 11,2% no preço das tarifas de ônibus urbanos, maior que o reajuste do Salário Mínimo que foi de 10,22%. A medida foi decretada, esta semana, pelo prefeito José Henriques, que justificou o reajuste devido ao aumento do diesel neste ano, de 21,27%, enquanto os demais insumos do setor ficaram bem abaixo, em 10,43%. O reajuste também é bem superior ao da inflação, pois, segundo o IBGE, o acumulado da inflação nos últimos de 12 meses até julho é de 8,99%. A tarifa vale também para o distrito de Sereno.

O aumento chega a ser superior a algumas cidades da Zona da Mata, próximas a Cataguases. Em Muriaé, a prefeitura passou a subsidiar o Transporte Coletivo e manteve o valor da tarifa em R$ 2,90. Em Juiz de Fora, município com 573.285 habitantes e distâncias percorridas superiores a Cataguases, a Prefeitura anunciou em 24 de junho deste ano que após diálogos com o setor, irá manter a tarifa de R$ 3,75 até o final deste ano, ou seja, sem aumento em 2021. Em Viçosa, município do porte de Cataguases, o reajuste foi de 10,63%, ou seja, um aumento de R$ 0,25. Em Leopoldina o valor da tarifa já com aumento ficou em R$ 2,75 e em Ubá a tarifa já está em R$ 3,80, mas o aumento deste ano foi de apenas 8,57%.

A tarifa de ônibus urbano em Cataguases estava congelada desde 2019, ocasião em que os empresários já queriam elevar o valor para R$ 3,40, o que foi rejeitado pelo prefeito da época, professor Willian Lobo, por entender que o valor  de R$ 2,70, atendia aos custos das empresas. Desta vez, o Executivo resolveu considerar o pedido dos empresários.

O transporte coletivo urbano de Cataguases está longe de ser uma unanimidade, pois não é raro os usuários que reclamam da prestação do serviço. A licitação das linhas de ônibus recomendada pelo Ministério Público e consequente melhoria dos serviços, já se arrasta por 12 anos sem solução, com a justiça sempre deferindo os embargos das prestadoras, o que não ajuda ao Município, fazendo com que os usuários migrem cada vez mais para outras alternativas de transporte. Do outro lado, as empresas reclamam do alto índice de gratuidade na cidade e da diminuição de passageiros devido a pandemia que está chegando ao fim.

 

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