Após repercussão negativa de vídeo com retroescavadeira, prefeito José Damato pede desculpas e admite falha na gestão das doações (assista ao vídeo)
O prefeito de Ubá (MG), Professor José Damato (PSD), veio a público nesta semana para tentar conter o desgaste político causado pela divulgação de imagens que mostram uma retroescavadeira da prefeitura empurrando roupas doadas para vítimas das recentes chuvas na região. O episódio ocorre em um momento delicado, pouco após o mandatário viralizar nas redes sociais por uma crise de riso ao saber o nome de um vereador.
A gravação, que circulou amplamente em grupos de mensagens e redes sociais, gerou indignação entre voluntários e doadores. Nas imagens, o maquinário pesado, geralmente destinado à remoção de lama e entulho, aparece manuseando fardos de roupas sem o devido cuidado, o que foi interpretado por parte da população como descaso com as doações destinadas às famílias desabrigadas.
Em vídeo publicado ao lado de seu vice, Cabo Rominho, Damato adotou um tom de retratação e reconheceu o erro operacional. “É uma vergonha para a gente ver essas imagens da retroescavadeira empurrando as roupas. Nós estamos vindo aqui hoje para pedir desculpas a todas as pessoas que doaram, infelizmente a nossa equipe errou e errou muito”, declarou o prefeito.
A administração municipal justificou que a utilização do equipamento foi uma decisão isolada da equipe de logística e que não condiz com as diretrizes da prefeitura. Segundo Damato, o foco das máquinas deveria ser a desobstrução de vias públicas afetadas pelo clima. “Máquina é para estar na rua retirando a lama e desobstruindo as vias”, enfatizou o gestor, reforçando que medidas de reestruturação foram tomadas no galpão onde os itens são armazenados.
O vice-prefeito, por sua vez, ressaltou que a gestão assume a responsabilidade pelo ocorrido, classificando a cena como "lamentável" e fruto de uma "falta de zelo". Durante a fala, houve um esforço para desviar o foco da crise para a busca de recursos externos, mencionando articulações junto ao governo federal e estadual para a reconstrução da cidade, que não teria capacidade financeira para se reerguer sozinha.
Apesar do pedido de desculpas, a oposição e setores da sociedade civil local mantêm a pressão sobre a transparência no manejo dos donativos. O governo municipal prometeu que cenas semelhantes não voltarão a ocorrer e que o processo de entrega será rigorosamente fiscalizado para garantir que os itens cheguem "com carinho e cuidado" aos destinatários finais.
Por Mídia Mineira.
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