Polícia Civil prende suspeito de cometer homicídio em Ubá

Na terça-feira (23/2), a Polícia Civil de Minas Gerais realizou o cumprimento de um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem, de 32 anos, suspeito de praticar homicídio consumado, no município de Ubá, na Zona da Mata mineira, em maio do último ano. Após trabalhos investigativos, a ação foi deflagrada por policiais civis da Delegacia de Homicídios, com apoio da Delegacia Antidrogas da 2ª Delegacia Regional em Ubá. Na ocasião, a vítima, do sexo masculino, foi encontrada morta no interior da casa dela, no dia 23 de maio de 2020. Conforme informações do delegado Bruno Salles Mattos, o laudo pericial concluiu que o homem já se encontrava morto há, aproximadamente, 48 horas, a partir do encontro de seu corpo. Após incessante investigação, apurações indicaram que o crime teria ocorrido em razão do investigado ter pretensão de assumir o bar da vítima e de ficar com os pertences do local. “Uma suposta história de uma sociedade com a vítima foi apresentada. Entretanto, ninguém - ao l

Violência atinge mais mulheres que trabalham fora, mostra estudo

(Marcos Santos/USP)
Trabalhar fora e ter independência financeira não é garantia de proteção às mulheres contra a violência doméstica. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira (19). De acordo com os dados levantados, o índice de violência contra mulheres que integram a população economicamente ativa (52,2%) é praticamente o dobro do registrado pelas que não compõem o mercado de trabalho (24,9%).

“Uma possível explicação é que, pelo menos para um conjunto de casais, o aumento da participação feminina na renda familiar eleva o poder de barganha das mulheres, reduzindo a probabilidade de sofrerem violência conjugal. Em muitos casos, porém, a presença feminina no mercado de trabalho – por contrariar o papel devido à mesma dentro de valores patriarcais – faz aumentar as tensões entre o casal, o que resulta em casos de agressões e no fim da união”, destacou o Ipea.

“Uma das conclusões é que o empoderamento econômico da mulher, a partir do trabalho fora de casa e da diminuição das discrepâncias salariais, não se mostra suficiente para superar a desigualdade de gênero geradora de violência no Brasil”.

De acordo com o estudo, outras políticas públicas se fazem necessárias "como o investimento em produção e consolidação de bases de dados qualificados sobre a questão, o aperfeiçoamento da Lei Maria da Penha e intervenções no campo educacional para maior conscientização e respeito às diferenças de gênero”.

Conforme o estudo do Ipea, o índice de violência doméstica com vítimas femininas é três vezes maior que o registrado com homens. Os dados avaliados na pesquisa mostram também que, em 43,1% dos casos, a violência ocorre tipicamente na residência da mulher, e em 36,7% dos casos a agressão se dá em vias públicas.

“Na relação entre a vítima e o perpetrador, 32,2% dos atos são realizados por pessoas conhecidas, 29,1% por pessoa desconhecida e 25,9% pelo cônjuge ou ex-cônjuge. Com relação à procura pela polícia após a agressão, muitas mulheres não fazem a denúncia por medo de retaliação ou impunidade: 22,1% delas recorrem à polícia, enquanto 20,8% não registram queixa”, apontou o trabalho do Ipea.


O conteúdo completo da pesquisa, elaborada por Daniel Cerqueira, Rodrigo Moura e Wânia Pasinato, pode ser acessado na página do Ipea na internet.

Fonte: Agência Brasil / EBC

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