Espaço revitalizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura integra rota turística da Zona da Mata e aposta em experiências imersivas
A cidade de Leopoldina, na Zona da Mata mineira, passa a contar com um novo equipamento cultural voltado à preservação da história regional e do desenvolvimento industrial. A Casa da Memória, instalada em um casarão da década de 1950, foi aberta ao público com uma proposta que mescla a conservação do patrimônio histórico a recursos tecnológicos contemporâneos, como inteligência artificial e realidade sensorial.
O projeto é mantido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, com patrocínio do Grupo Energisa, e utilizou recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A iniciativa integra a "Rota Luz de Minas", um roteiro que busca fomentar o turismo e a economia nos municípios da região, conectando o legado da eletrificação brasileira ao potencial criativo das cidades do interior mineiro.
A estrutura museográfica ocupa uma residência cuja fachada remete à estética do filme ...E o Vento Levou (1939). No interior, o percurso expositivo utiliza projeções mapeadas e instalações audiovisuais para narrar a formação urbana e industrial local. Entre os destaques estão registros históricos, como trechos do diário de Getúlio Vargas sobre passagens pela cidade, e a Sala Memorabilia, que reconstitui o cotidiano social da região por meio de objetos e sons antigos.
A proposta de inovação do espaço inclui o Lab Memória, que conta com ferramentas de impressão 3D e se conecta a polos de tecnologia e audiovisual da região, como o Rio Pomba Valley e o Animaparque. Segundo os organizadores, o objetivo é transformar o local em um núcleo de pesquisa e formação técnica, vinculando a memória histórica a setores da economia 4.0 e ao empreendedorismo digital.
A área externa do imóvel também passou por intervenções, com a restauração de um projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. O chamado Jardim dos Sentidos ocupa cerca de 4 mil metros quadrados e foi recuperado com base em plantas originais. O espaço abriga ainda um jardim lúdico-musical e uma horta medicinal, voltados para a experimentação sensorial de visitantes de diferentes faixas etárias.
A inauguração do centro cultural em Leopoldina precede a abertura de outra unidade na região, o Museu-Parque Usina Maurício. O futuro equipamento será instalado em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e terá como foco a relação entre o patrimônio industrial da antiga hidrelétrica local e a educação ambiental, reforçando a estratégia de descentralização de investimentos culturais para fora das capitais.
Por Mídia Mineira com
informações da Comunicação da Energisa.
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