Testemunhas ligadas a empresas contratadas pelo município prestaram depoimentos por videoconferência após pedido de transferência de local ser negado pela comissãoSubtítulo
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de Leopoldina, para apurar suspeitas de superfaturamento na compra de plantas ornamentais, concluiu, na última sexta-feira (6), a fase de oitivas de testemunhas. A sessão marcou o encerramento de uma etapa-chave das investigações conduzidas pelo colegiado parlamentar, abrindo caminho para a análise das provas reunidas e a redação do relatório final.
Na ocasião, foram ouvidos Adeilton Pascoaline Magalhães, prefeito de Dona Euzébia, e Simone Tilli de Moura Magalhães, ambos vinculados a empresas que firmaram contratos com a Prefeitura de Leopoldina para o fornecimento de plantas e serviços técnicos. A natureza exata dos contratos e os eventuais indícios que motivaram a convocação das testemunhas são parte do escopo investigativo da comissão.
Antes da realização dos depoimentos, os convocados apresentaram requerimento pedindo o adiamento da sessão e a transferência do ato para outra cidade, com o deslocamento dos membros da CPI até o local onde se encontravam. O pedido se apoiava em dois argumentos: a decretação de calamidade pública no município de Dona Euzébia, onde residem as testemunhas, e o fato de o advogado que as representa ter domicílio na cidade de Ubá.
A solicitação, no entanto, foi rejeitada pelos integrantes da CPI. Os parlamentares entenderam que as justificativas apresentadas não eram suficientes para autorizar o deslocamento da comissão para fora da sede do Poder Legislativo municipal, onde os trabalhos investigativos têm sido realizados.
Como alternativa, a comissão ofereceu a possibilidade de realização da oitiva por videoconferência, recurso que foi aceito pelas testemunhas. Os depoimentos ocorreram na data originalmente prevista, sem novas interrupções nos trabalhos da CPI.
Com o encerramento da fase de oitivas, a comissão passa agora à análise do conjunto probatório acumulado ao longo das investigações. O próximo passo será a elaboração do relatório final, documento que deverá sistematizar os fatos apurados e as conclusões dos parlamentares sobre os contratos firmados entre as empresas e a administração municipal de Leopoldina.
Por Mídia Mineira.
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