Sobe para 37 o número de vítimas fatais em Juiz de Fora e Ubá; buscas por desaparecidos continuam em meio ao cenário de destruição e lama
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| Imagens: Redes Sociais. |
O rastro de destruição deixado pelas tempestades na Zona da Mata mineira ganhou contornos ainda mais dramáticos na madrugada desta quarta-feira (25). Jaqueline Teodoro de Fátima Vicente, de 32 anos, profissional da área de saúde, teve o óbito confirmado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora. Ela havia sido o foco de uma complexa operação de salvamento que durou mais de 15 horas após um deslizamento de encosta no bairro Paineiras, região central da cidade.
A técnica de enfermagem foi localizada pelas equipes de resgate na última terça-feira (24), apresentando uma fratura grave no fêmur e múltiplas lesões pelo corpo. Apesar dos esforços médicos e da remoção bem-sucedida do local do desastre, o quadro clínico da paciente evoluiu negativamente durante o período de internação na unidade de urgência.
O balanço da tragédia na região é alarmante. Em Juiz de Fora, as autoridades contabilizam 30 mortos e 31 pessoas ainda desaparecidas sob os escombros e a lama. Já no município de Ubá, o registro oficial aponta 7 mortes e dois desaparecidos. Vale ressaltar que o sétimo óbito em Ubá ocorreu por eletrocussão, após um homem entrar em contato com a água energizada; este caso específico ainda aguarda o registro formal da Defesa Civil para constar no boletim oficial da Prefeitura e dos Bombeiros.
O incidente que vitimou Jaqueline ocorreu na Rua Engenheiro Murillo Miranda de Andrade. No local, o colapso de um barranco, no morro do Cristo, atingiu violentamente a base de um prédio e duas residências vizinhas. A moradia onde a técnica de enfermagem residia foi completamente pulverizada pela massa de terra e detritos que desceu da encosta durante o temporal.
A tragédia familiar é profunda. Além da morte de Jaqueline, o corpo de sua mãe, avó das crianças que moravam no imóvel, foi localizado sem vida sob os restos da estrutura. Até o momento, o paradeiro de outros três ocupantes da casa — uma menina de 6 anos, um menino de 9 anos e o companheiro de Jaqueline — permanece desconhecido, mobilizando as frentes de buscas.
Agentes do Corpo de Bombeiros aproveitam a diminuição do volume de chuva nesta manhã para acelerar a remoção de entulhos. Cães farejadores e equipamentos de escavação são utilizados em pontos estratégicos onde há indícios de que as vítimas desaparecidas possam estar confinadas. A operação é considerada de alto risco devido à instabilidade do terreno remanescente e ao solo encharcado.
A situação em Juiz de Fora é de emergência máxima, com o decreto de calamidade pública em vigor. Com milhares de cidadãos desabrigados e atividades escolares paralisadas por tempo indeterminado, a cidade tenta se organizar em meio ao cenário de devastação, enquanto as equipes de socorro mantêm o trabalho ininterrupto na tentativa de localizar sobreviventes.
Por Mídia Mineira.
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