Volumes superiores a 110 milímetros alagam ruas, derrubam casas e fecham ponte
A trégua foi breve. Após uma manhã de relativa calmaria, a chuva retornou com violência na noite desta quarta-feira (25) a Juiz de Fora, aprofundando uma crise humanitária que já dura desde o início da semana. Em alguns pontos da cidade, o volume acumulado superou 110 milímetros em poucas horas, segundo a Defesa Civil municipal.
O retorno das precipitações não foi surpresa para as autoridades: tanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) quanto a Defesa Civil haviam emitido alertas sobre a possibilidade de novas pancadas fortes acompanhadas de rajadas de vento. Ainda assim, a rapidez com que as águas tomaram as vias pegou parte da população desprevenida, com registros de subida muito veloz do nível nas ruas e avenidas centrais.
Entre os pontos mais afetados estão a Avenida dos Andradas, a Avenida Itamar Franco, a Avenida Rio Branco e ruas como São Mateus, Silva Jardim e Batista de Oliveira. Também foram reportados alagamentos na Praça de São Mateus, no cruzamento da Avenida Itamar Franco com a Rua Padre Café e nas proximidades do Largo do Riachuelo. Houve ainda relatos de transbordamento dos córregos Santa Luiza, no bairro Santa Luzia, e Humaitá, no bairro Industrial.
A elevação do Rio Paraibuna, cujo nível atingiu 4 metros, levou ao fechamento da Ponte Vermelha, no bairro Santa Terezinha. O Hospital de Pronto Socorro (HPS) também foi atingido: a água invadiu o subsolo do equipamento, onde funcionam áreas administrativas como refeitório e almoxarifado. De acordo com a Prefeitura, todos os funcionários que estavam no local foram evacuados a tempo e não houve comprometimento dos atendimentos médicos.
Um novo deslizamento de terra foi registrado pela Defesa Civil no bairro Três Moinhos, onde três edificações residenciais ruíram. As casas já haviam sido evacuadas preventivamente e não havia moradores no interior dos imóveis no momento do colapso. Desde o início da semana, a cidade contabiliza dezenas de mortos, mais de 3.500 pessoas desabrigadas ou desalojadas e quase mil ocorrências atendidas pelas equipes de emergência.
O cenário é agravado por um fator estrutural: segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Juiz de Fora é a nona cidade brasileira com maior contingente populacional em áreas de risco para deslizamentos e inundações — vulnerabilidade que a atual temporada de chuvas tem exposto de forma dramática.
A administração municipal orienta que moradores evitem circular pelas áreas afetadas, busquem locais seguros e acionem a Defesa Civil em caso de emergência. As equipes seguem em campo monitorando as regiões mais críticas. A previsão meteorológica aponta para a continuidade da instabilidade nas próximas horas, mantendo o estado de alerta em toda a cidade.
Por Mídia Mineira.
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