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Dois anos depois, mais uma vítima da tragédia da Vale em Brumadinho é identificada

Ainda falta localizar outras 9 vítimas das 270 pessoas que perderam a vida.


A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou, nessa quarta-feira (25/8), mais uma vítima do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Trata-se da analista operacional, Juliana Resende, de 33 anos (foto), à época do fato, funcionária da Vale, bem como seu esposo, Dennis Augusto, que também morreu no desastre. Eles deixaram órfãos dois gêmeos. Essa é a 261ª vítima identificada pela PCMG.

O superintendente de Polícia Técnico-Científica, Thales Bittencourt de Barcelos, ressalta o trabalho ininterrupto da PCMG. "Tanto o IML (Instituto Médico-Legal) quanto o Instituto de Criminalística vêm trabalhando diuturnamente, buscando a solução desta questão de identificação de todas as vítimas. Sabemos da importância, o que isso significa para as famílias, e estamos empenhados nisso", disse.

O médico-legista da PCMG Ricardo Araújo destaca que “além do trabalho de identificação, que é muito nobre, existe paralelamente a esse trabalho, e também muito importante, o trabalho da perícia técnica, o trabalho de formação da prova, de tudo aquilo que vai compor o inquérito criminal. Então são dois trabalhos paralelos que aconteceram e que acontecem”.

Ainda, o médico-legista informa que a vítima foi localizada no final da tarde de terça-feira (24/8), quando os trabalhos tiveram início, e perduraram durante toda a madrugada para a identificação da mulher, que aconteceu por meio da arcada dentária. “A vítima contava com material odontológico, pesquisado inicialmente através de entrevistas com os familiares. E, em uma etapa subsequente, de forma ativa pela Polícia Civil, buscamos informações sobre tratamentos dentários, contatos com o odontologista que a cuidava para mais informações e analisamos fotos de sorrisos. E, então, a gente conseguiu criar um banco de dados robusto, que permitiu essa identificação de uma maneira rápida”, detalha.

A identificação também é resultado do ininterrupto trabalho do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que continua os trabalhos para localização de nove joias, como os familiares se referem aos entes que ainda não foram encontrados. “O Corpo de Bombeiros localiza o corpo e a gente [Polícia Civil] devolve a identidade a esse corpo para que ele seja entregue na sua completude para cada familiar”, afirma Ricardo Araújo.

Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais

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