Estado está entre as 19 unidades da Federação com tendência de crescimento
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| Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado |
Minas Gerais está entre as 19 unidades da Federação em que o Ministério da Saúde identificou tendência de alta nas notificações de Covid-19. A análise considera as seis semanas encerradas em 31 de outubro. O crescimento foi observado no conjunto do período, o que não significa que os registros tenham subido em todas as semanas.
Em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) registrou 54 casos confirmados entre pacientes e funcionários. O balanço divulgado em 6 de novembro contabilizou 72 notificações relacionadas à doença desde 18 de outubro.
A direção da UPA já havia adotado o uso obrigatório de máscaras e discutiu outras medidas para reduzir a transmissão, entre elas a testagem de pacientes com sintomas e o distanciamento em espaços compartilhados, como os refeitórios.
A Prefeitura de Divinópolis informou, em nota, que não identificou aumento significativo de casos no conjunto do município durante outubro. Segundo a administração municipal, os registros da UPA não indicam um surto generalizado na cidade.
Em balanço anterior, o governo de Minas registrou 8.781 casos confirmados de síndrome gripal por Covid-19 entre janeiro e julho de 2026, uma média de cerca de 40 por dia. Naquele levantamento, o estado contabilizava 70 mortes associadas à doença no ano. Esses números não correspondem a uma atualização de novembro.
No país, a proporção de testes positivos realizados em laboratórios privados cresceu por nove semanas, segundo o Ministério da Saúde. Apesar do avanço, a pasta mantém a atividade da doença classificada como de baixo risco em todas as unidades da Federação.
O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em 5 de novembro, apontou sinais de aumento de quadros graves de Covid-19 em partes do país, embora a incidência permaneça baixa. O levantamento não permite afirmar que as internações tenham aumentado em Minas.
Na Zona da Mata, os balanços consultados não detalham a evolução recente dos casos em Cataguases e Leopoldina. A tendência estadual, portanto, não confirma que as duas cidades tenham registrado aumento semelhante.
A Fiocruz reforça que a vacinação ajuda a prevenir quadros graves e mortes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas imunocomprometidas. Moradores com sintomas respiratórios podem buscar orientação sobre avaliação e testagem na unidade básica de saúde ou com a equipe de Saúde da Família do município.
Por Mídia Mineira.
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