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    terça-feira, 3 de novembro de 2026

    Governo retira classificação livre de desenhos bíblicos da Record, e decisão gera contestação

    Programa passa para indicação de 12 anos e não recomendado para ser exibido durante o dia.

    Imagem: Reprodução.

    O Ministério da Justiça do Governo Lula elevou de livre para não recomendado a menores de 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos. Formalizada no fim de outubro, após a eleição, a mudança provocou reação política e questionamentos sobre o tratamento de produções religiosas destinadas ao público infantil.

    A justificativa apresentada pelo órgão menciona “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”. A decisão foi assinada por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa do ministério.


    As categorias, entretanto, não vêm acompanhadas da identificação das cenas ou dos episódios avaliados. Essa ausência de detalhamento no material disponível impede verificar como cada elemento foi considerado para retirar a indicação livre da atração.

    A alteração também contrasta com o horário ocupado pelo programa. A nova faixa etária tem recomendação de exibição a partir das 20h na televisão aberta, enquanto o bloco integra a programação dominical da Record a partir das 9h.

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    Exibido desde 2003, o programa reúne animações inspiradas em passagens bíblicas, especialmente do Novo Testamento. Entre os temas apresentados estão parábolas de Jesus Cristo, a crucificação e a ressurreição. A temática religiosa, por si só, não aparece entre os motivos atribuídos ao ministério nas publicações consultadas.

    Na esfera política, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) pretende contestar a mudança. A parlamentar relaciona sua reação à defesa das liberdades religiosa e de expressão e questiona medidas que possam limitar a presença de conteúdos cristãos na televisão.

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    No meio religioso, acendeu a discussão sobre o direito das famílias de escolher a formação religiosa oferecida aos filhos. 

    Até o momento, a Rede Record não se manifestou oficialmente sobre o caso, sobre eventual recurso ou mudança na programação. Permanecem sem esclarecimento quais cenas sustentaram a reclassificação e quais consequências práticas a emissora adotará diante da nova indicação.

    Por Mídia Mineira.

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