Covid-19: plano nacional de vacinação terá quatro fases

Proposta preliminar foi discutida em reunião realizada nesta terça-feira Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Agência Brasil O plano nacional de vacinação contra a covid-19 terá quatro fases. Em cada etapa serão atendidos determinados tipos de públicos, escolhidos a partir do risco da evolução para quadros graves diante da infecção, da exposição ao vírus e de aspectos epidemiológicos da manifestação da pandemia no país. A proposta preliminar foi discutida em reunião realizada nesta terça-feira (1º) com a participação do Ministério da Saúde e outras instituições, como a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Butantan, o Instituto Tecnológico do Paraná e conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de saúde. A primeira fase terá como prioridade trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais e idosos em instituições de longa permanência (como asilos), bem como povos indígenas. Na segunda fase a imunização será focada nos idosos de 60 a 74 anos. Pacientes a partir de 6

Secretaria fala sobre demora em apurar resultados dos casos suspeitos do COVID-19 em Minas

O atraso para liberar os resultados dos exames em Minas Gerais tem sido uma das principais reclamação da população, que veem os casos suspeitos crescerem nos municípios, mas sem o retorno com a confirmação ou descarte dos suspeitos. 

O motivo pela demora, já foi explicado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Conforme a pasta, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) é o único laboratório credenciado para realizar a análise de todos os exames dos 853 municípios mineiros, o que acaba sobrecarregando o laboratório. Até o momento, são 17.409 casos suspeitos em Minas Gerais, ainda sem resultado e a cada dia as notificações crescem.  

Em Cataguases, na Zona da Mata Mineira, por exemplo, nesta quinta-feira (26), as notificações já somavam 46. Apenas a primeira notificação, datada do dia 13 de março teve resultado negativo. Hoje, segundo a SES, a notificação mais antiga data do dia 18 de março e conforme a Secretaria Municipal de Saúde, não existe previsão para recebimento dos resultados, podendo ser a qualquer momento ou demorar ainda muitos dias. Um exemplo são os exames de casos suspeitos de Dengue, que hoje demoram cerca de um mês para sair o resultado. 

O maior problema em não se ter uma definição, é que pode gerar uma falsa sensação de segurança, uma vez que ainda não existe caso confirmado, fazendo com que a população baixe a guarda na prevenção. 

Nesta quinta-feira (26), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveu, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, mais uma coletiva virtual, sobre a situação do coronavírus no estado. Entre os vários assuntos, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Brock Ramalho, explicou como funciona o fluxo de notificação e de que forma a investigação dos casos é realizada. “Nós dispomos de uma série de sistemas. Os exames laboratoriais são analisados num sistema chamado GAL e os casos são inclusos em outro sistema denominado Redcap. Todo esse banco de dados é qualificado e analisado frequentemente, a fim de eliminar discrepâncias e possíveis erros. As equipes estão empenhadas nesta análise. São várias etapas até que o dado seja consolidado a nível federal e o número total seja fechado. Como o processo é muito dinâmico e complexo, pode ocorrer divergências entre os números do estado e dos municípios, o que é absolutamente normal e passível de ocorrer”, explicou Dario. 


Os kits de diagnóstico têm chegado ao estado de forma regular, no entanto, devido à sobrecarga na assistência em relação à pandemia e também na velocidade de notificações, há uma certa demora na resposta de atividade dos resultados de exames. “Ativamos um Plano de Contingência laboratorial para cadastrar novos parceiros, mobilizando instituições públicas e privadas e, dessa forma, procurar fazer frente à taxa de ataque veloz do covid-19”, pontuou o subsecretário. 

Isolamento social 

O secretário abordou, ainda, a questão do isolamento social e classificou que, neste momento, ele é fundamental para evitar o crescimento exponencial da pandemia. “É necessário que a população entenda que a partir do momento em que o isolamento é feito, há uma demora entre 7 e 14 dias para que esse isolamento comece a dar resultado. Quanto mais rápido ocorrer o aumento de casos, maior é o estresse do ponto de vista assistencial, maior é a dificuldade de atender os possíveis doentes. Já o isolamento tende a achatar a quantidade de casos que ocorrem a cada dia e isso permite que o SUS se adapte, prepare leitos e traga um atendimento melhor em sua prestação de serviços. As pressões do setor econômico são importantes e de fato devem ser levadas em consideração, mas, neste momento, entendemos que o isolamento é fundamental. Assim que tivermos informações de que essas medidas estão tendo de fato resultados, iremos reavaliar a situação”, pontuou. 

Com informações da Secretaria de Estado de Saúde e
da Secretaria Municipal de Saúde

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