Polícia Militar prende em Cataguases foragido da justiça

Na sexta-feira (5), a Polícia Militar prendeu um foragido da justiça, na MG-447 próximo a localidade conhecida como Sereninho. Segundo a PM, a prisão foi possível após uma denuncia anônima dando conta de que o homem, de 38 anos, vulgo Bengala, com mandado de prisão em aberto, transitava pelo bairro Tomé em um veículo de aplicativo. Abordado, nada de ilícito foi localizado em seu poder, sendo dado voz de prisão e encaminhado para Delegacia de Polícia Civil para as demais providências. 

Secretaria fala sobre demora em apurar resultados dos casos suspeitos do COVID-19 em Minas

O atraso para liberar os resultados dos exames em Minas Gerais tem sido uma das principais reclamação da população, que veem os casos suspeitos crescerem nos municípios, mas sem o retorno com a confirmação ou descarte dos suspeitos. 

O motivo pela demora, já foi explicado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Conforme a pasta, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) é o único laboratório credenciado para realizar a análise de todos os exames dos 853 municípios mineiros, o que acaba sobrecarregando o laboratório. Até o momento, são 17.409 casos suspeitos em Minas Gerais, ainda sem resultado e a cada dia as notificações crescem.  

Em Cataguases, na Zona da Mata Mineira, por exemplo, nesta quinta-feira (26), as notificações já somavam 46. Apenas a primeira notificação, datada do dia 13 de março teve resultado negativo. Hoje, segundo a SES, a notificação mais antiga data do dia 18 de março e conforme a Secretaria Municipal de Saúde, não existe previsão para recebimento dos resultados, podendo ser a qualquer momento ou demorar ainda muitos dias. Um exemplo são os exames de casos suspeitos de Dengue, que hoje demoram cerca de um mês para sair o resultado. 

O maior problema em não se ter uma definição, é que pode gerar uma falsa sensação de segurança, uma vez que ainda não existe caso confirmado, fazendo com que a população baixe a guarda na prevenção. 

Nesta quinta-feira (26), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveu, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, mais uma coletiva virtual, sobre a situação do coronavírus no estado. Entre os vários assuntos, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Brock Ramalho, explicou como funciona o fluxo de notificação e de que forma a investigação dos casos é realizada. “Nós dispomos de uma série de sistemas. Os exames laboratoriais são analisados num sistema chamado GAL e os casos são inclusos em outro sistema denominado Redcap. Todo esse banco de dados é qualificado e analisado frequentemente, a fim de eliminar discrepâncias e possíveis erros. As equipes estão empenhadas nesta análise. São várias etapas até que o dado seja consolidado a nível federal e o número total seja fechado. Como o processo é muito dinâmico e complexo, pode ocorrer divergências entre os números do estado e dos municípios, o que é absolutamente normal e passível de ocorrer”, explicou Dario. 


Os kits de diagnóstico têm chegado ao estado de forma regular, no entanto, devido à sobrecarga na assistência em relação à pandemia e também na velocidade de notificações, há uma certa demora na resposta de atividade dos resultados de exames. “Ativamos um Plano de Contingência laboratorial para cadastrar novos parceiros, mobilizando instituições públicas e privadas e, dessa forma, procurar fazer frente à taxa de ataque veloz do covid-19”, pontuou o subsecretário. 

Isolamento social 

O secretário abordou, ainda, a questão do isolamento social e classificou que, neste momento, ele é fundamental para evitar o crescimento exponencial da pandemia. “É necessário que a população entenda que a partir do momento em que o isolamento é feito, há uma demora entre 7 e 14 dias para que esse isolamento comece a dar resultado. Quanto mais rápido ocorrer o aumento de casos, maior é o estresse do ponto de vista assistencial, maior é a dificuldade de atender os possíveis doentes. Já o isolamento tende a achatar a quantidade de casos que ocorrem a cada dia e isso permite que o SUS se adapte, prepare leitos e traga um atendimento melhor em sua prestação de serviços. As pressões do setor econômico são importantes e de fato devem ser levadas em consideração, mas, neste momento, entendemos que o isolamento é fundamental. Assim que tivermos informações de que essas medidas estão tendo de fato resultados, iremos reavaliar a situação”, pontuou. 

Com informações da Secretaria de Estado de Saúde e
da Secretaria Municipal de Saúde

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