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    sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

    Sobe para 64 mortos em Juiz de Fora e Ubá devido as chuvas

    Com o solo saturado e previsão de novas chuvas, Juiz de Fora registra o fevereiro mais chuvoso de sua história


    O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais entrou, nesta sexta-feira (27), no quarto dia consecutivo de buscas por desaparecidos nos escombros de Juiz de Fora e Ubá, municípios da Zona da Mata mineira devastados pelos temporais que se iniciaram na tarde de segunda-feira (23). O balanço atualizado aponta 58 mortos e 3 desaparecidos em Juiz de Fora e 6 mortes e 2 desaparecidos em Ubá, totalizando 64 vítimas fatais e 5 pessoas ainda procuradas pelas equipes de resgate.

    Em Juiz de Fora, as operações estão concentradas em três frentes simultâneas de trabalho: nos bairros Paineiras, Parque Burnier e Linhares, cada um com uma pessoa desaparecida. As buscas contam com o apoio de cães farejadores, sondas para detecção de sinais eletrônicos e maquinário pesado para romper estruturas soterradas. A cidade decretou estado de calamidade pública, e as aulas da rede municipal seguem suspensas em razão dos riscos geológicos e das dificuldades de circulação em diversas vias.

    Em Ubá, a Polícia Civil prestou um esclarecimento importante sobre o número de óbitos registrados nos dias anteriores. Das sete mortes inicialmente contabilizadas no município, uma delas foi retirada da lista oficial após apuração que concluiu que o óbito ocorreu por causas naturais, sem qualquer relação com as chuvas. Com isso, o total de mortes ligadas diretamente ao temporal em Ubá permanece em seis, número que já havia sido confirmado em boletins anteriores.


    Um dado do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) ajuda a contextualizar a gravidade da situação em Juiz de Fora: o município é a 9ª cidade do Brasil com maior população vivendo em áreas de risco. Dos 540.756 habitantes, 128.946 — cerca de 23,7% da população — residem em regiões vulneráveis a deslizamentos, enchentes e enxurradas. O levantamento reforça a dimensão estrutural do problema que a tragédia expôs.

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    O cenário meteorológico agrava ainda mais a situação. O Inmet registrou que, apenas entre os dias 22 e 24 de fevereiro, Juiz de Fora acumulou 229,9 milímetros de chuva. No mês, o volume total, até 9h de quinta-feira (26), alcansou 743,4 mm, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município. 

    Em Ubá, a situação também foi extrema: as chuvas acumularam cerca de 170 milímetros em apenas três horas, e o Rio Ubá registrou inundação histórica ao atingir 7,82 metros.

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    Nesta sexta-feira (27), o Inmet mantém dois alertas simultâneos para Juiz de Fora e região. O primeiro, classificado como "Chuvas Intensas — Perigo", prevê precipitações entre 30 e 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, com ventos entre 60 e 100 km/h. O segundo, "Acumulado de Chuva — Grande Perigo", indica volumes superiores a 60 mm por hora ou acima de 100 mm por dia. Ambos os alertas são válidos até as 23h59 desta sexta. A partir de sábado (28), a tendência é de redução gradual das chuvas, com volumes previstos de apenas 0,1 mm nos dias seguintes. 

    Autoridades recomendam que moradores em áreas de risco acionem a Defesa Civil pelo número 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193 em situações de emergência.






    Por Mídia Mineira.

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