Uma das principais vozes indígenas da música brasileira contemporânea participa da performance “Monumento em Movimento”, no dia 27 de junho
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| Foto: Divulgação. |
A II Semana de Arte de Cataguases acaba de confirmar uma participação especial para sua cerimônia de encerramento. A artista indígena Kaê Guajajara, uma das vozes mais relevantes da música brasileira contemporânea, integra a performance “Monumento em Movimento”, que acontece no próximo dia 27 de junho, às 19h, no Monumento a Humberto Mauro, em Cataguases.
Cantora, compositora, atriz e ativista do povo Guajajara, Kaê nasceu no Maranhão e foi criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Sua trajetória artística tem levado a Música Popular Originária (MPO) aos principais festivais, palcos e eventos culturais do país, consolidando sua atuação como uma das mais importantes representantes da nova cena artística nacional. Por meio de sua obra, a artista conecta ancestralidade, inovação e transformação social, ampliando a visibilidade dos povos indígenas na cultura brasileira.
A participação de Kaê reforça o conceito central da II Semana de Arte de Cataguases, que nesta edição propõe uma reflexão sobre ancestralidade, memória e futuro a partir do tema “Por uma perspectiva decolonial: Ancestralidade como ponte para novos futuros”.
A cerimônia de encerramento transforma o Monumento a Humberto Mauro, escultura criada por Amílcar de Castro e localizada na Avenida Humberto Mauro, em um grande espaço de experimentação artística. Intitulada “Monumento em Movimento”, a performance promove uma interação sensorial entre dança, música, arquitetura e audiovisual, inspirada nos quatro elementos da natureza — terra, água, fogo e ar — e em referências às cosmologias indígenas e afrobrasileiras.
Em homenagem aos 100 anos de Valadião, o Cratera (1925), primeiro exercício cinematográfico de Humberto Mauro realizado em Cataguases, a performance ressignifica o monumento urbano ao ativar sua estrutura com projeções, movimentos e sonoridades. A apresentação propõe uma releitura contemporânea da memória cultural da cidade por meio de projeções, movimentos e sonoridades. Com direção artística de Marcus Diego, coreografia de Mariana Martins e coordenação geral de Mariela Oliveira, o espetáculo reúne bailarinos do Grupo de Pesquisa Girarte e conta ainda com participações especiais de Flora Amora, Thaylis Carneiro, da Orquestra de Berimbaus do grupo Abadá Capoeira e, agora, de Kaê Guajajara, ampliando o encontro entre diferentes linguagens artísticas e manifestações culturais brasileiras.
Realizada entre os dias 19 e 27 de junho, a II Semana de Arte de Cataguases promove uma programação gratuita com exposições, espetáculos, oficinas, performances e mostras audiovisuais, ocupando praças, centros culturais, escolas e outros espaços públicos do município. Ao longo de nove dias, artistas, pesquisadores, cineastas, músicos, performers e representantes de povos originários compartilham saberes e experiências que aproximam tradição e contemporaneidade.
Todos os eventos contam com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e interpretação em Libras.
Para acompanhar a programação completa da II Semana de Arte de Cataguases siga o instagram do evento.
A II SEMANA DE ARTE DE CATAGUASES — ANCESTRALIDADE COMO PONTE PARA NOVOS FUTUROS conta com patrocínio Master do Grupo BAUMINAS através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais (CA 2024.3807.0089) e Patrocínio da Indústria Cataguases através da Lei Rouanet. Apoio da Fundação BAUMINAS, Instituto Energisa, Grupo Energisa, Prefeitura de Cataguases por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, Polo Audiovisual da Zona da Mata, Animparque e Grupo de Pesquisa Girarte. Parceria Instituto Fábrica do Futuro e Projeto Girarte. A realização é do Studio Catá Arquitetura, Governo do Estado de Minas Gerais e Governo Federal.
Por Núdia Fusco / Assessoria de Imprensa
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