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    quinta-feira, 11 de junho de 2026

    Disputa política em Cataguases gera denúncias contra vereador Maguinho

    Vídeo que circula na internet aponta suposto repasse de emenda a entidade ligada a parlamentar; envolvidos negam recebimento e falam em retaliação após pedido de investigação no Hospital de Cataguases


    A escalada de tensão política no município de Cataguases, na Zona da Mata mineira, ganhou novos contornos nesta semana com a difusão de materiais audiovisuais nas redes sociais que questionam a destinação de emendas parlamentares. As gravações em circulação apontam que o vereador Maguinho Nóbrega teria direcionado um montante de R$ 70 mil em verbas impositivas para a Associação Mineira de Apoio à Família (AMAF), entidade civil que possui vínculos históricos com o parlamentar e que funcionaria em sua própria residência.

    O episódio ocorre imediatamente após uma sequência de atritos diretos entre o legislador e o Poder Executivo local. O parlamentar esteve envolvido recentemente no barramento da nomeação para o cargo de Coordenador da Intervenção do Hospital de Cataguases e protagonizou um embate público com o atual interventor da instituição de saúde, Jeferson Freitas, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada no último dia 8 de junho.


    Procurado para se manifestar sobre as alegações, o vereador contestou integralmente o teor das mídias digitais, argumentando que a denúncia foi propagada exclusivamente por meio de um vídeo apócrifo e ressaltando que, até o momento, não há nenhuma representação formalizada no Ministério Público ou em qualquer outro órgão do Poder Judiciário sobre o caso. Maguinho confirmou ter participado da fundação da AMAF no ano de 2008 e reconheceu que sua cônjuge, Erica Serafim Militão, exerceu a presidência da organização em períodos passados. No entanto, o parlamentar alegou que ela já se desligou formalmente do posto administrativo e que a chefia atual cabe a Allan Matos. Ao ser interpelado sobre a permanência do nome de sua esposa nos registros públicos do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) consultáveis na internet, o vereador informou que consultará a assessoria contábil da instituição para averiguar o atraso na atualização cadastral.

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    A respeito dos recursos financeiros sob suspeita, o legislador sustentou que nenhuma emenda de sua autoria foi efetivamente paga ou transferida aos cofres da associação até o presente momento. Segundo a sua versão, o custeio operacional das atividades comunitárias provém de doações do próprio bolso, que ultrapassam a marca de R$ 60 mil ao longo dos anos, e o trabalho de sua família na estrutura se daria de forma estritamente voluntária. Diante do cenário, o político adiantou que formalizará uma ação judicial para apurar a autoria e a veracidade do vídeo disseminado.

    Para o parlamentar, a veiculação do conteúdo anônimo configura uma tentativa de retaliação política motivada por sua atuação na Câmara. O foco principal do desgaste seria a sua articulação voltada à abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), mecanismo parlamentar planejado para fiscalizar de forma minuciosa as contas e as ações da prefeitura durante o período de intervenção no Hospital de Cataguases.

    Em consonância com as declarações, a diretoria da AMAF distribuiu uma nota oficial de esclarecimento nesta quinta-feira (11). O documento afirma categoricamente que a entidade jamais obteve qualquer aporte financeiro oriundo da Prefeitura de Cataguases, do Governo do Estado ou da União, seja por meio de convênios, termos de fomento, colaboração ou contratos públicos. A associação ratificou o caráter não lucrativo de seus serviços de saúde e lazer prestados à população local e colocou seus livros contábeis e documentos à disposição das autoridades de fiscalização e controle.

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    Confira a nota na íntegra abaixo:


    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    A Diretoria da Associação Mineira de Apoio à Família – AMAF vem a público esclarecer que a entidade jamais recebeu recursos financeiros da Prefeitura Municipal de Cataguases, do Governo do Estado de Minas Gerais ou do Governo Federal, seja por meio de convênios, termos de fomento, termos de colaboração, contratos ou qualquer outra forma de repasse de recursos públicos.

    Fundada em 2008, a AMAF tem entre seus fundadores o atual vereador Maguinho Nóbrega, que sempre esteve ligado às causas sociais desenvolvidas pela instituição.

    Em determinado período, a associação teve suas atividades reduzidas em razão da falta de recursos financeiros. A retomada dos trabalhos somente foi possível graças ao apoio de voluntários, colaboradores e doadores. Entre eles, destaca-se o vereador Maguinho Nóbrega, que, ao longo dos últimos anos, realizou doações com recursos próprios que totalizam aproximadamente R$ 60.000,00, contribuindo para a manutenção e ampliação das atividades da entidade.

    Com esses recursos e outras doações recebidas, a AMAF tem desenvolvido importantes ações sociais, dentre elas:
    • Mutirões de oftalmologia que já atenderam mais de 3 mil pessoas em Cataguases;
    • Encaminhamento de dependentes químicos para tratamento terapêutico;
    • Atendimento e acompanhamento de pessoas com deficiência;
    • Oferta de atividades gratuitas como balé, zumba, pilates, futebol e outras iniciativas voltadas à inclusão social e à promoção da qualidade de vida.
    A AMAF reafirma que não cobra qualquer valor pelos atendimentos e serviços prestados à população, atuando de forma voluntária e sem fins lucrativos.

    Esclarece ainda que, em período anterior, a esposa do vereador Maguinho Nóbrega exerceu a presidência da entidade. Atualmente, tanto ela quanto o vereador atuam exclusivamente como voluntários nas ações desenvolvidas pela associação.

    Diante de questionamentos e informações inverídicas que vêm sendo divulgadas, a Diretoria reafirma seu compromisso com a transparência e informa que permanece à disposição dos órgãos de fiscalização e controle para prestar quaisquer esclarecimentos e apresentar toda a documentação necessária.

    Cataguases, 11 de junho de 2026.

    Diretoria da Associação Mineira de Apoio à Família – AMAF
    Allan Matos

    Por Mídia Mineira.

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    Vereadores propõem CEI para apurar suposto desvio e falta de transparência durante a intervenção do Hospital de Cataguases

    Pedido de comissão especial aponta passivo financeiro crescente, salários irregulares e recusa no fornecimento de dados após dois anos de intervenção administrativa; Requerimento ainda falta uma assinatura


    A gestão da intervenção pública no Hospital de Cataguases entrou na mira do Poder Legislativo local. Um grupo de parlamentares protocolou um requerimento para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) com o objetivo de investigar a situação financeira, a legalidade e a transparência das ações tomadas pela prefeitura na condução da unidade de saúde. A iniciativa surge após mais de 24 meses do início da gerência municipal, período marcado por um expressivo endividamento e por questionamentos acerca do cumprimento das obrigações de fiscalização.

    O estopim para a articulação da comissão ocorreu em sessão plenária recente, quando o atual gestor da intervenção admitiu a ausência de documentos que pudessem comprovar o montante exato do passivo financeiro herdado no início do processo, em abril de 2024. Estimativas sugerem que a pendência original, que oscilava entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões, impulsionada por débitos com concessionárias de energia e água, além de empréstimos de gestões anteriores, sofreu um acréscimo superior a R$ 16 milhões durante o período de tutela pública. Com isso, o passivo total estimado do hospital estaria orbitando entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões, conforme apuração preliminar do Portal Mídia Mineira.


    Além da desorganização contábil alegada, a forma de remuneração dos administradores nomeados pelo Executivo tornou-se ponto central das críticas. Segundo os questionamentos parlamentares, os vencimentos mensais, fixados no patamar bruto de R$ 8.800,00, vêm sendo custeados diretamente pelos cofres da instituição hospitalar. Integrantes do Legislativo argumentam que tal prática colide com os parâmetros legais, sob a tese de que os interventores deveriam ser remunerados pela própria municipalidade, apontando ainda suspeitas quanto ao histórico de pagamentos de gestores anteriores.

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    Outro ponto que fundamenta o pedido da CEI é a repetida rejeição ao fornecimento de dados oficiais à Câmara Municipal. Parlamentares relatam que as tentativas de obter esclarecimentos detalhados por meio de requerimentos oficiais foram frustradas sob o argumento de que os dados estariam protegidos por segredo de Justiça no âmbito de processos do Poder Judiciário. Para os autores do documento, essa postura configura uma suposta obstrução das prerrogativas de controle e fiscalização que competem aos vereadores.

    O documento, datado do início de junho de 2026, prevê um prazo inicial de 90 dias para a condução das investigações, caso a proposta consiga a aprovação do plenário. O texto estipula um amplo escopo de atuação, que abrange desde a análise da capacitação técnica dos profissionais escolhidos para a função até a destinação exata de verbas de emendas parlamentares enviadas à instituição, sob a hipótese de desvio de finalidade.

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    Até o momento, o requerimento conta com quatro assinaturas (Maguinho, Giovana Costa, Ricardo Dias e Cristina Santos), ainda insuficientes para a tramitação imediata, que exige um apoio mínimo de cinco assinaturas. Nos bastidores políticos, contudo, os relatos são de uma suposta ofensiva do Executivo para conter a crise; fontes apontam que a estratégia da administração municipal para desarticular o bloco favorável à CEI inclui negociações que envolvem desde o oferecimento de cargos na estrutura pública até a promessa de atendimento prioritário a demandas parlatos de vereadores que optarem pelo alinhamento com o governo. O desfecho prático dessa queda de braço e a eventual abertura das investigações dependerão diretamente do peso dessas costuras políticas na próxima sessão ordinária da Casa.

    Por Mídia Mineira.

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    sábado, 6 de junho de 2026

    Tentativa de criar cargo para apadrinhamento no HC é barrada após atuação do vereador Maguinho

    Projeto de lei do prefeito José Henriques gera discussões na Câmara após tentativa de votação a jato; Vereador disse que plano pretendia nomear parente sem experiência na saúde em vaga superior a R$ 8 mil mensais.


    A tentativa de repactuar o modelo de gestão do Hospital de Cataguases, que se encontra sob intervenção político-administrativa da Prefeitura há mais de dois anos, transformou-se no mais novo palco de uma intensa queda de braço entre os Poderes Executivo e Legislativo local. O estopim da crise foi o Projeto de Lei nº 015/2026, de autoria do prefeito José Henriques, que cria o cargo temporário de Coordenador Executivo da Intervenção do Hospital de Cataguases com salário mensal superior a R$ 8 mil. 

    A proposta prevê o mandato de um ano para o coordenador, com possibilidade de prorrogação enquanto durar a intervenção. A finalidade declarada é monitorar a nova gestão hospitalar, que deve passar para as mãos da equipe do Hospital São Paulo de Muriaé após o que críticos apontam como um fracasso administrativo da intervenção direta do município. 

    A tramitação do projeto, contudo, elevou a temperatura política na cidade. Logo após dar entrada no Legislativo, o presidente da Casa, Vinicius Machado (Agir), tentou, com o perdão do trocadilho, “agir” em  uma manobra para colocar o texto em votação no mesmo dia, sem que passasse pelas comissões temáticas, alegando que precisaria aprovar o projeto para garantir o fechamento com o Hospital São Paulo. A pressa gerou fortes protestos de parlamentares, liderados por Carlos Magno, o Maguinho (Republicanos), presidente da Comissão de Saúde, e Giovana Costa (MDB). A articulação para a votação relâmpago acabou frustrada, impedindo as pretensões iniciais da presidência da Casa.



    O fator "apadrinhamento" e a reunião com o Ministério Público

    O pano de fundo da resistência parlamentar ganhou contornos mais graves após questionamentos sobre as reais intenções por trás da criação da vaga. Informações de bastidores colhidas pela reportagem apontam que o Executivo já teria um alvo definido para a nomeação: o filho de um ex-provedor do Hospital de Cataguases, que possuiria (segundo informações) laços de parentesco com o próprio prefeito José Henriques. O nome teria sido indicado por um ex-vereador, ex-candidato ao Executivo, e contaria com o aval do prefeito e do chefe do Legislativo, Vinicius Machado.

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    Diante do cenário, o vereador Maguinho provocou uma reunião emergencial com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. O encontro contou com a presença do promotor de Justiça Dr. Rodrigo de Barros, do Procurador do Município, Alcino Rodrigues Carvalho, além dos vereadores Vinicius Machado e Giovanni Gropo (AVANTE), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

    Na reunião, Maguinho e Gropo detalharam o que classificam como inconsistências profundas no projeto original da Prefeitura. Além da total ausência de critérios técnicos para o preenchimento da vaga, o que permitiria que alguém sem qualquer experiência na saúde assumisse a fiscalização de um contrato complexo, os parlamentares apontaram a ilegalidade do artigo 6º da proposta. O polêmico trecho do projeto original tentava blindar o prefeito José Henriques, prevendo que ele não responderia pessoal, civil, administrativa ou penalmente pelos atos do coordenador. Conforme preceitua a Constituição Federal em seu artigo 37, § 6º, tal cláusula de irresponsabilidade prévia é nula, visto que o chefe do Executivo atrai para si a responsabilidade civil objetiva do Estado e o dever legal de fiscalizar seus subordinados, não podendo uma lei municipal anular o que determina a Carta Magna. O projeto também apresentava inconsistências em relação ao cargo que era chamado erroneamente de interventor nos anexos, o que é outra coisa.

    "Vamos colocar pessoas com o intuito de fazer política dentro do hospital ou o poder público deveria colocar uma pessoa técnica?", questionou Maguinho formalmente ao representante do Ministério Público.

    Segundo relatos de Maguinho à reportagem, o promotor Dr. Rodrigo de Barros acolheu os argumentos dos parlamentares. Ficou pactuado no encontro que o responsável por fiscalizar a atuação do Hospital São Paulo em Cataguases deve possuir perfil estritamente técnico, preferencialmente sendo um servidor concursado de carreira vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.

    O contra-ataque: O Substitutivo de Maguinho

    Como desdobramento direto do acordo institucional, o vereador Maguinho protocolou um Substitutivo ao PL 015/2026. O novo texto altera radicalmente as regras do jogo e impõe um rigoroso filtro de legalidade e qualificação para o cargo.

    Pelo substitutivo, o candidato à vaga de coordenador precisará comprovar:
    • Formação superior completa;
    • Experiência mínima de 2 anos em gestão hospitalar, auditoria, regulação do SUS ou administração pública da saúde;
    • Inexistência de condenações por improbidade administrativa ou crimes contra a administração pública;
    • Apresentação de certidões negativas cíveis e criminais.
    Além disso, a proposta parlamentar obriga o indicado a passar por uma sabatina pública nas comissões da Câmara antes de assumir e impõe uma rigorosa rotina de prestação de contas, com relatórios trimestrais e comparecimento em audiências públicas a cada seis meses para esclarecer os dados à população.

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    Próximos capítulos e o fantasma das ADINs

    O substitutivo deve seguir os trâmites legais e ir a plenário em breve. Contudo, mesmo se aprovado pela maioria dos vereadores, a batalha jurídica estará longe do fim. O texto dependerá da sanção do prefeito José Henriques, que detém o poder de veto total ou parcial da matéria.

    Caso os vereadores derrubem eventuais vetos do Executivo, a medida corre o risco de parar nos tribunais. É de praxe na atual gestão do município o uso de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) contra projetos de lei que tenham os vetos rejeitados pelo Legislativo. Também não está descartado Um "jeitinho" por parte do Executivo para colocar no cargo ou em outro a mesma pessoa que ocuparia o cargo de Coordenador Executivo da Intervenção.

    Nesse tabuleiro, a balança tem pendido historicamente a favor do prefeito. Fontes do Legislativo apontam, sob reserva, que a Câmara de Cataguases acumula derrotas consecutivas em processos de ADIN devido a uma suposta inércia jurídica do procurador da própria Câmara, que foi indicado ao cargo pelo grupo político do prefeito e, por vezes, falharia em apresentar defesas robustas junto aos tribunais em favor das leis aprovadas pelos vereadores.

    Enquanto o xadrez político se desenvolve na Câmara e no gabinete do Executivo, a população de Cataguases aguarda para saber se o próximo capítulo da novela do hospital local priorizará a eficiência técnica no SUS ou a acomodação de interesses partidários.

    Por Mídia Mineira.

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    quarta-feira, 3 de junho de 2026

    Homem é preso em Cataguases após agredir ex-companheira dentro de supermercado

    Investigação aponta que suspeito simulou estar armado durante o ataque que só parou com intervenção de testemunhas

    Imagem Ilustrativa.

    A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente, ontem, terça-feira (2), um jovem de 24 anos sob a acusação de violência doméstica em Cataguases. O homem é investigado por agredir sua ex-companheira, uma mulher de 30 anos, no ambiente de trabalho dela.

    O crime ocorreu no dia 20 de abril deste ano, nas dependências de um supermercado da cidade. De acordo com as autoridades responsáveis pelo caso, o agressor invadiu o estabelecimento comercial e desferiu múltiplos golpes contra a vítima utilizando um capacete de motociclista, sem demonstrar hesitação diante de clientes e funcionários que presenciavam a cena.


    A violência do ataque foi tamanha que o equipamento de proteção chegou a ficar danificado com o impacto dos golpes. Conforme apontam os levantamentos policiais, as agressões físicas só foram interrompidas quando pessoas que faziam compras e trabalhadores do local decidiram intervir para proteger a funcionária.

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    Além da violência física, o relatório da investigação indica que o suspeito fez menção de estar armado, levando as mãos à cintura de forma reiterada durante o episódio. A conduta espalhou pânico entre as testemunhas presentes no supermercado e intensificou o estado de vulnerabilidade e medo da ex-companheira.

    Diante do cenário de risco e das provas colhidas ao longo do inquérito, a representação pela prisão preventiva foi formalizada pela Polícia Civil local. A corporação reforçou a gravidade do caso pelo fato de o ato ter sido cometido em um espaço público de grande circulação, o que ampliou o potencial de perigo coletivo.

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    Após o cumprimento do mandado judicial e a finalização dos trâmites burocráticos na delegacia, o investigado foi transferido para o sistema prisional da região. Ele passará pelas audiências de praxe e permanecerá recluso, à disposição do Poder Judiciário, enquanto o processo segue em andamento.

    Por Mídia Mineira.

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