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    Sicred Natal Magalu
    domingo, 28 de dezembro de 2025

    Incêndio atinge antigo prédio da Polícia Civil no Centro de Cataguases

    Imóvel abandonado era ocupado por moradores em situação de rua






    Um incêndio de grandes proporções atingiu o antigo prédio da Polícia Civil, localizado na Rua Major Vieira, número 324, esquina com a Tenente Fortunato, no centro de Cataguases, na noite deste domingo, 28 de dezembro. O Corpo de Bombeiros foi acionado e trabalhou com o apoio da Defesa Civil Municipal e da Polícia Militar para controlar as chamas no imóvel abandonado e interditado.

    Segundo o sargento Murilo, do Corpo de Bombeiros Militar, a guarnição foi inicialmente acionada para combater um incêndio em residência, mas ao chegar ao local deparou-se com um cenário de grandes proporções. "A gente se deparou com um incêndio de grandes proporções, precisando do uso por completo da água do nosso caminhão de combate a incêndio", relatou o militar durante entrevista ao Portal Mídia Mineira, ainda no local da ocorrência.


    As características construtivas do imóvel contribuíram para a intensidade do fogo. De acordo com o sargento, foi identificada grande quantidade de madeira no interior da edificação, o que favoreceu a propagação rápida das chamas. Apesar da dimensão do incêndio, a equipe conseguiu debelar completamente o fogo utilizando técnicas adequadas de combate. Um caminhão-pipa da Defesa Civil também esteve presente para auxiliar no abastecimento de água.

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    Após o controle das chamas, os bombeiros iniciaram o trabalho de rescaldo para eliminar focos residuais e acessar pontos mais internos e de difícil alcance da estrutura. O sargento Murilo informou que uma análise mais detalhada será realizada posteriormente para avaliar o comprometimento estrutural do prédio, mas as primeiras observações indicam danos significativos em boa parte da edificação, o que deve manter a interdição do local.

    Quanto às causas do incêndio, o Corpo de Bombeiros ainda não tem uma conclusão definitiva. Populares relataram aos militares que moradores em situação de rua costumavam ocupar o imóvel abandonado. Uma das hipóteses investigadas é que o acúmulo de lixo e um princípio de incêndio no local possam ter originado as chamas, que se espalharam rapidamente por toda a estrutura devido à presença de material combustível.

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    A Polícia Militar também atuou na ocorrência, realizando o controle do tráfego de veículos e a sinalização da área para evitar a aproximação de curiosos e garantir a segurança durante os trabalhos de combate ao incêndio. Uma perícia pós-sinistro será realizada para determinar com maior precisão as causas do incidente e a extensão dos danos ao patrimônio público.

    Por Mídia Mineira.

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    terça-feira, 23 de dezembro de 2025

    Vereador suplica ao prefeito que sobras do Legislativo sejam destinadas ao Hospital de Cataguases

    Instituição enfrenta atrasos em benefícios, salários e débitos com profissionais


    O clima é de "alerta vermelho" na saúde municipal, e o tom subiu no Legislativo. O vereador Carlos Magno, o Maguinho, não apenas pediu: ele suplicou publicamente ao prefeito José Henriques para que o "troco" da Câmara, cerca de R$ 535 mil, não se perca na burocracia e vá direto para o Hospital de Cataguases.

    O pano de fundo é uma crise que parece não dar trégua. O hospital, que hoje está sob intervenção direta da prefeitura (ou seja, a responsabilidade está na mesa do Executivo), vive um cenário de asfixia financeira que atinge o andar de baixo: o trabalhador. Segundo Maguinho, o prefeito “estourou” todo orçamento do ano em outubro e agora vai “empurrar com a barriga” até 2026 para entrar no novo orçamento.



    O Raio-X do Problema

    Segundo as cobranças levadas ao plenário por Maguinho, a lista de pendências é extensa e delicada:
    • Funcionários: Vale-alimentação atrasado e FGTS sem recolhimento regular.
    • Folha: 13º salário no vácuo.
    • Corpo Médico: Dívidas com anestesistas e médicos da urgência e emergência.
    Clique e saiba mais:

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    Fontes ligadas à saúde dizem que o clima é de desânimo. "O verbo agora é suplicar porque o diálogo parece ter travado", diz um interlocutor do Legislativo. Às vésperas do Natal os funcionários do Hospital de Cataguases não sabem o que fazer.

    O Nó do Consórcio

    E não para por aí. O "fio da meada" da crise chega ao CISUM (Consórcio Intermunicipal União da Mata). A denúncia, também de Maguinho, é que a prefeitura teria ficado três meses sem pagar o consórcio, o que travou exames essenciais para a população. É o famoso "cobertor curto": enquanto gasta de um lado, a ponta do atendimento fica descoberta.

    O Jogo Político e o Contraste dos Números

    Há um incômodo nos bastidores sobre o valor devolvido pela Câmara. Os R$ 535 mil de Cataguases "encolheram" quando comparados aos R$ 1 milhão devolvidos pela vizinha Leopoldina. Segundo o Legislativo, o valor é menor porque a Casa priorizou obras de infraestrutura no prédio do Legislativo. No entanto, a crítica de bastidor é que em um momento em que o hospital "pede socorro", gastar com reforma vira munição para a oposição.

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    A real: No papel, quem manda na caneta é o prefeito José Henriques. O Legislativo devolve, mas não carimba o destino. O apelo de Maguinho deixa o Executivo emparedado, pois se o dinheiro não for para o hospital, a conta política do colapso da saúde fica no colo do prefeito, ou seja, “a bola” agora está com o Executivo.

    Deixamos este canal aberto caso o Executivo queira se manifestar.

    Por Mídia Mineira.

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    segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

    MP emenda ação e acusa intervenção de repetir erros do passado no Hospital de Cataguases

    Médicos anestesistas ameaçam paralisar cirurgias eletivas no início de 2026


    A crise que assola o Hospital de Cataguases ganhou novos e graves contornos nesta semana. O Ministério Público do Estado de Minas Gerais protocolou, em 19 de dezembro, uma emenda à Ação Civil Pública que já tramita contra o hospital, ampliando o cerco sobre a gestão municipal e incluindo a nova empresa que gerencia o Pronto-Socorro, após a saida da MAM, no polo passivo. A peça, assinada pelo promotor Rodrigo Ferreira de Barros, não poupa críticas à condução da intervenção municipal comandada pelo prefeito José Henriques e expõe um cenário que, longe de se estabilizar, parece mergulhar cada vez mais em um ciclo vicioso de inadimplência e irregularidades.

    A emenda do MP vem na esteira de fatos que revelam a dimensão da crise. A empresa SERVANEST – Serviços de Anestesiologia, que mantém contrato ininterrupto com o Hospital desde 2015, notificou extrajudicialmente a instituição cobrando débitos que se acumulam desde julho de 2025. São três competências em atraso: outubro e novembro de 2025, além de valores remanescentes de AIHs de 2022 e 2023. Na notificação, datada de 10 de dezembro, a empresa estabeleceu prazo até 31 de dezembro para quitação integral, sob pena de suspender todos os procedimentos eletivos de anestesia a partir de 1º de janeiro de 2026, mantendo apenas os atendimentos de urgência e emergência.

    O documento do Ministério Público é contundente ao apontar que o quadro de inadimplência não se restringe à MAM Soluções em Saúde, empresa que já foi alvo de paralisação dos médicos plantonistas em novembro. A situação se estende agora aos anestesistas, cuja atuação é absolutamente indispensável para a realização de cirurgias. A promotoria destaca que a empresa SERVANEST "sempre observou e se portou, rigorosamente, em consonância com a probidade e com a boa-fé objetiva" durante toda a década de relação contratual, tornando ainda mais grave o descaso com os pagamentos devidos.

    Mas o ponto central da emenda apresentada pelo MP é a contratação de empresa para gerenciar o PS sem a devida tomada de preços, decisão que a promotoria classifica como portadora de "vícios graves e insanáveis". Segundo o documento, a equipe de intervenção nomeada pela Prefeitura rescindiu o contrato com a MAM e recontratou a empresa anterior sem realizar cotação prévia de no mínimo três fornecedores e sem apresentar memória de cálculo demonstrativa da formação do preço. Mais grave ainda: a recontratação ignora completamente as recomendações do DENASUS, que em relatório de auditoria anterior já havia apontado as mesmas irregularidades nas contratações.


    A promotoria ressalta que as entidades filantrópicas de assistência à saúde, por lidarem com recursos públicos, devem submeter suas contratações a critérios técnicos objetivos que respeitem os princípios da impessoalidade, moralidade e economicidade, conforme entendimento do Tribunal de Contas da União. Ao recontatar a mesma empresa sem corrigir as irregularidades apontadas, a gestão municipal estaria, segundo o MP, "representando repetição do mesmo ciclo vicioso de contratações irregulares que caracteriza a má gestão dos recursos públicos".

    A emenda do Ministério Público traz ainda uma informação preocupante: haveria, na recontratação, um acordo informal prevendo que a inadimplência de até 60 dias não ensejaria rescisão contratual. Para a promotoria, isso "já prenuncia que, uma vez mais, não haverá pagamentos tempestivos das obrigações, redundando no mesmo quadro de risco recentemente vivenciado". A lógica é simples: se já se estabelece de antemão que haverá tolerância com atrasos, está-se admitindo que o problema não será resolvido.

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    Outro ponto crucial abordado na peça ministerial é a necessidade de criação de conta bancária específica para gestão exclusiva das verbas vinculadas à urgência e emergência. O Hospital de Cataguases recebe mensalmente R$ 666.632,04 em repasses fixos do SUS, além de R$ 424.992,96 oriundos de convênio com municípios circunvizinhos, totalizando mais de R$ 1 milhão por mês destinados especificamente aos serviços de urgência e emergência. Segundo o MP, o histórico recente de gestão financeira evidencia que esses recursos estariam sendo misturados com o caixa geral do hospital e utilizados para pagamento de outras despesas não vinculadas, configurando desvio de finalidade.

    A promotoria destaca que a criação de conta segregada não é "mero formalismo burocrático", mas medida essencial para garantir a vinculação constitucional dos recursos, facilitar a fiscalização, comprovar a correta aplicação dos valores públicos e proteger os recursos contra medidas constritivas indevidas. O déficit mensal de R$ 1,48 milhão apresentado pelo Hospital, argumenta o MP, não justifica o uso de verbas carimbadas para finalidades diversas daquelas para as quais foram destinadas.

    Os pedidos formulados na emenda são claros: inclusão da empresa no polo passivo da ação, determinação imediata para criação de conta bancária específica para os recursos da urgência e emergência, estabelecimento de ordem cronológica de pagamento dos débitos e declaração de nulidade do atual contrato, com prazo de 30 dias para realização de novo processo seletivo que observe as recomendações do DENASUS.

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    O cenário que se desenha é de crescente instabilidade. Conforme relatado na matéria anterior do Mídia Mineira, a Defensoria Pública já havia ajuizado Ação Civil Pública apontando risco real de colapso e questionando a legalidade dos contratos. Agora, o Ministério Público reforça o cerco, ampliando o escopo da ação e detalhando ainda mais as irregularidades. Para a população de Cataguases e dos municípios circunvizinhos que dependem do Hospital, resta a incerteza sobre quando e como essa crise será efetivamente resolvida. A intervenção municipal, que deveria ter trazido estabilidade e reorganização, parece ter se tornado parte do problema, repetindo os mesmos erros que criticava na gestão anterior.

    A inspeção realizada pela GRS-Leopoldina em 16 de dezembro constatou a manutenção de irregularidades assistenciais, evidenciando que os problemas vão além da questão financeira. Enquanto isso, a ameaça da SERVANEST de suspender procedimentos eletivos em menos de duas semanas e a recontratação questionada da Daher e Mansur colocam em xeque não apenas a capacidade de gestão da intervenção municipal, mas a própria continuidade dos serviços essenciais de saúde para uma população que já sofre com a incerteza há meses.

    Por Mídia Mineira.

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    quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

    Ponte de Sinimbu desaba após anos de abandono e várias denúncias contra a gestão municipal

    Estrutura que atendia cerca de 5 mil moradores cedeu durante temporada de chuvas na Zona da Mata mineira. Histórico revela descaso administrativo e descumprimento de prazos


    A ponte da comunidade de Sinimbu, em Cataguases, desabou nesta quinta-feira (18). A estrutura não resistiu à cheia do Rio Pomba, após as fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (15). O desfecho, embora drástico, era alertado por moradores: há mais de cinco anos, cerca de 5 mil pessoas conviviam com a estrutura interditada, que se tornou o centro de um complexo imbróglio judicial e administrativo.

    Construída em 1976 e comprometida por enchentes em 2020, a ponte foi objeto de sucessivas promessas de recuperação. Contudo, o que se seguiu foi uma série de prazos descumpridos e dificuldades na liberação de recursos federais que, embora disponíveis, dependiam de adequações técnicas do projeto municipal.

    Veja abaixo o vídeo que está circulando em redes sociais:

    Cronologia dos entraves e ações judiciais

    O histórico da obra aponta para falhas de gestão documentadas por órgãos de controle. Em julho de 2024, a Defensoria Pública de Minas Gerais ajuizou uma ação civil contra a Prefeitura de Cataguases, citando a paralisia na reconstrução. Segundo os autos, apesar de um contrato firmado em 2022 com a empresa ASX Construção Eireli, com aditivo estendendo o prazo até abril de 2024, as intervenções físicas não avançaram conforme o esperado.


    O Ministério Público estadual (MPMG) apresentou duas denúncias contra o prefeito José Henriques em um intervalo inferior a quatro meses. A segunda, em outubro de 2024, aponta suposto crime de responsabilidade pela ausência de prestação de informações requisitadas pela Defensoria Pública. Tais ações sugerem um padrão de omissão que agora é questionado judicialmente.

    O impasse dos recursos federais

    Um dos pontos mais críticos envolve a verba de R$ 2 milhões proveniente do Governo Federal. De acordo com registros de uma reunião virtual realizada em maio de 2024 com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, o município tinha um prazo de 30 dias para apresentar o projeto de reconstrução e contratar os profissionais necessários.

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    Entretanto, o cumprimento dessa exigência gerou controvérsias técnicas:

    A falha técnica: Em 27 de junho, véspera do prazo final, a prefeitura inseriu documentos no sistema federal.

    O parecer federal: Segundo o órgão nacional, os arquivos tratavam apenas da demolição, enquanto o objeto aprovado era a reconstrução integral.

    A posição da Defensoria: A instituição classificou a postura da administração como demonstrativa de falta de zelo e ineficiência técnica, solicitando à época a retomada imediata da obra sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

    Contradições orçamentárias e impacto social

    Em audiência pública sobre a LDO de 2025, realizada em maio de 2024, a vereadora Stéfany Carli questionou a prioridade da obra. Na ocasião, a Secretaria de Obras alegou que a falta de recursos próprios impedia a inclusão da ponte nas metas orçamentárias. A declaração gerou estranheza, dado que o recurso federal já estava pré-aprovado no sistema nacional, evidenciando uma aparente falha de coordenação entre as esferas de governo.

    Para a comunidade, o prejuízo é prático e severo. A interdição que durava anos já dificultava o escoamento agrícola e o acesso a serviços básicos. Com o desabamento total da estrutura nesta quinta-feira, o isolamento da população de Sinimbu deixa de ser um risco para se tornar uma realidade física incontornável.

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    Próximos passos jurídicos

    O desabamento da ponte ocorre em um momento em que a gestão municipal, reeleita em outubro, lida com denúncias que podem configurar infração político-administrativa. O descumprimento de obrigações perante órgãos de fiscalização e a não entrega de dados técnicos podem levar a julgamentos tanto na esfera do Legislativo quanto do Judiciário. 

    Em contato com a reportagem, a Defensora Pública, Dra. Eliana Maria de Oliveira Spíndola, afirmou que peticionará junto à 2ª Vara Cível da Comarca para requerer providências judiciais imediatas. Na esfera parlamentar, o vereador Carlos Magno (Maguinho) informou que apresentará requerimentos e, caso necessário, formalizará convocações para cobrar soluções definitivas para o problema.

    A redação buscou contato com a Prefeitura de Cataguases e com a Defesa Civil para esclarecer por que as pendências técnicas não foram sanadas a tempo de evitar o colapso, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

    Por Mídia Mineira.

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    quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

    Câmara de Miraí tem nova presidente após sucessivas anulações judiciais

    Millena Barroca Rocha (MDB) assume presidência do Legislativo municipal e oposição ganha a Mesa Diretora

    Foto: Redes Sociais.

    A Câmara Municipal de Miraí finalmente definiu sua Mesa Diretora para o biênio 2025-2026 nesta quarta-feira, 17 de dezembro. Em um desfecho marcado por disputas judiciais e embates políticos, a vereadora Millena Barroca Rocha, do MDB, conquistou a presidência do Legislativo com cinco votos favoráveis, três abstenções e uma ausência.

    O resultado representa uma virada no cenário político local. Pela primeira vez, após dois processos eleitorais anulados pela Justiça, os parlamentares de oposição, que formam a maioria na Casa, conseguiram eleger sua chapa. Nas votações anteriores, realizadas em janeiro deste ano, esse grupo havia sido impedido de apresentar candidatura própria.

    A trajetória até essa terceira eleição foi marcada por controvérsias. O primeiro pleito ocorreu no dia 1º de janeiro e foi anulado por questões relacionadas ao quórum mínimo necessário para a votação. A Justiça determinou novo processo eleitoral, realizado em 5 de janeiro, mas esse também foi invalidado pelos mesmos motivos.

    Nas duas ocasiões anteriores, apenas uma chapa disputou a eleição. O vereador Gesiano Inácio foi eleito presidente em ambas as oportunidades, com a coordenação dos trabalhos ficando a cargo do vereador Oswaldo Alves Felipe, conhecido como Sapé, que havia sido designado pelo então secretário da Mesa, Marcos Pereira.


    O núcleo da disputa envolveu a tentativa da chapa liderada por Millena Rocha de participar do processo. Em janeiro, o assessor jurídico da Câmara, Carlos Alberto Gouveia Filho, emitiu parecer que rejeitou o registro dessa candidatura. A justificativa apresentada foi que a inscrição teria ocorrido após o prazo estabelecido no regimento interno.

    A defesa da parlamentar contestou essa interpretação. Os advogados argumentaram que a convocação de uma nova eleição deveria abrir prazo para apresentação de novas candidaturas, não restringindo o processo apenas à chapa que já havia participado da primeira votação.

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    Sem solução administrativa para o impasse, a questão foi novamente levada ao Judiciário. A decisão judicial apontou que o segundo processo eleitoral também apresentou irregularidades que comprometeram sua legalidade. Entre os problemas identificados estão o não cumprimento de normas regimentais sobre prazos para registro de chapas e questões relacionadas aos procedimentos formais que garantem transparência.

    Com a determinação de realização de um terceiro pleito, a Câmara Municipal precisou reorganizar todo o processo eleitoral. A votação desta quarta-feira seguiu as normas estabelecidas pela decisão judicial, permitindo que todas as chapas interessadas pudessem apresentar suas candidaturas dentro dos prazos legais.

    O resultado modifica o equilíbrio de forças no Legislativo municipal. Com a vitória da oposição, que detém maioria entre os vereadores, a Mesa Diretora passa a refletir essa composição política. A nova gestão terá a responsabilidade de conduzir os trabalhos legislativos até o final de 2026.

    A sucessão de anulações judiciais expôs conflitos internos na Casa e evidenciou divergências sobre a interpretação de normas regimentais. O episódio também levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados nos processos eleitorais anteriores e a necessidade de maior clareza nas regras que regem a disputa pela Mesa Diretora.

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    A expectativa agora é que a nova composição traga estabilidade ao Legislativo municipal, após meses de incerteza sobre a definição da presidência. Os parlamentares terão pela frente desafios como a aprovação do orçamento municipal e o acompanhamento das políticas públicas implementadas pelo Executivo.

    A terceira votação encerra um capítulo de instabilidade institucional em Miraí. O processo reforça a importância de seguir rigorosamente os procedimentos legais e regimentais em disputas eleitorais internas, evitando novas judicializações que possam comprometer o funcionamento regular do Legislativo.

    Por Mídia Mineira.

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    PCMG prende em Cataguases mulher que sequestrou bebê no Rio de Janeiro

    Suspeita também teria abandonado criança de 7 anos em estrada de Guapimirim (RJ)


    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante, em apoio à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), nesta terça-feira (16/12), em Cataguases uma mulher de 29 anos, investigada pelos crimes de subtração de incapaz, abandono e  tentativa de homicídio. A ação resultou ainda na localização de um bebê de 8 meses, que havia desaparecido naquele estado.

    A suspeita e o bebê foram encontrados na residência de familiares da investigada, no bairro Leonardo, em Cataguases. A criança foi imediatamente encaminhada ao Conselho Tutelar e permanece sob acompanhamento.


    Investigações

    As apurações indicam que uma mulher de 40 anos, que estava com o bebê de 8 meses e uma filha de 7 anos, desapareceu do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, na semana anterior.

    Durante os levantamentos, foi constatado que a investigada teria informado a familiares que estava grávida, mas que teria perdido o bebê, circunstância até então desconhecida pela família. Posteriormente, ela retornou a Cataguases afirmando que a criança era sua.

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    Conforme informações repassadas pela PCERJ, a menina de 7 anos foi localizada em Guapimirim (RJ), após ter sido abandonada em uma estrada. Já a mãe das crianças encontra-se em recuperação, após ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, com ferimentos graves provocados por queimaduras.

    Atuação integrada

    O caso contou com a atuação integrada da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

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    O delegado em Cataguases, Giovane Dantas, ressalta a gravidade do caso. "Os elementos iniciais indicam uma sequência de condutas criminosas graves, envolvendo o desaparecimento das crianças e o abandono de incapaz. As investigações continuam para esclarecer completamente os fatos e apurar todas as responsabilidades", explica.

    A investigada foi encaminhada ao sistema prisional, e as investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica completa do caso, bem como eventual participação de outras pessoas.

    Por Mídia Mineira.

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    segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

    Tempestade em Juiz de Fora: mais de 110 mm de chuva provocam cratera, alagamentos e desabamento

    Precipitação concentrada em menos de duas horas deixou rastro de destruição na noite desta segunda-feira



    Juiz de Fora enfrentou uma das piores tempestades do ano na noite desta segunda-feira, dia 15 de dezembro. A precipitação ultrapassou os 110 milímetros em determinadas áreas da cidade em um intervalo inferior a duas horas, segundo informações da Prefeitura Municipal. O volume concentrado de água superou a capacidade da infraestrutura de drenagem urbana, gerando transtornos significativos em diversos bairros.

    O bairro Linhares registrou o maior índice pluviométrico da cidade. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais apontam que caíram 110,33 milímetros na região. Santa Rita registrou 104,2 milímetros, enquanto o Centro marcou 97,39 milímetros. Outros bairros também foram bastante afetados pela precipitação intensa.

    A força das águas abriu uma cratera na Rua Professor Francisco Faria, localizada na esquina com a Rua Eugênio Fontainha, na região do Bonfim. O problema na via causou interdição imediata do trânsito no local. Uma residência próxima à área desabou após a abertura da fenda na via. Apesar da gravidade do incidente, não houve registro de feridos.

    Na Rua Moacyr Siqueira, situada no bairro São Bernardo, o asfalto sofreu danos consideráveis. A via passa por obras e a precipitação danificou o pavimento recém-executado. Equipes da Secretaria de Obras trabalham para avaliar a extensão dos prejuízos e planejar a recuperação do local.


    Diversos pontos da cidade ficaram alagados durante o temporal. A Rua Severino Meirelles, Rua Morais e Castro, Avenida Rio Branco na altura do Alto dos Passos, Rua Diva Garcia e Rua Itália no Linhares foram algumas das vias afetadas. O Mergulhão ficou totalmente interditado. Agentes de trânsito precisaram fazer desvios para motoristas que desciam a Avenida Rio Branco. Por volta das 21h30, começaram os trabalhos de desobstrução.

    O Rio Paraibuna subiu dois metros durante a tempestade, atingindo 3,2 metros de altura. Mesmo com a elevação do nível, não houve transbordamento do rio. Já o Córrego Humaitá saiu da calha e atingiu parcialmente a Avenida Lúcio Bittencourt. O Ribeirão das Rosas também transbordou, deixando a Rua João Dede Freire interditada. Equipes de trânsito atuam nos dois locais para minimizar os transtornos.

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    Estabelecimentos comerciais também foram atingidos pela água. Mercerarias no Linhares, loja de ração, funerária no centro e outros comércios registraram entrada de água. O Santa Cruz Shopping teve pontos de alagamento. Funcionários trabalharam para escoar a água durante a precipitação mais intensa. Ainda não há contabilidade precisa dos prejuízos materiais.

    A Secretaria de Mobilidade Urbana mobilizou agentes para orientar motoristas e garantir segurança nas vias. A Defesa Civil, Demlurb, Secretaria de Obras, Empav e Cesama também atuaram para mitigar os danos provocados pela tempestade. As equipes permaneceram nas ruas durante toda a noite.

    A previsão meteorológica indica possibilidade de nova tempestade para o final da tarde desta terça-feira, dia 16. A temperatura deve continuar elevada no município, o que favorece a formação de novas células de precipitação. A Defesa Civil orienta que a população evite áreas com histórico de alagamentos e permaneça atenta a sinais que possam indicar risco de deslizamentos.

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    Até o momento, dezembro de 2025 registrou 110 milímetros de precipitação acumulada em Juiz de Fora, o que representa aproximadamente 32% da média normal para o mês. Os dados combinados de estações meteorológicas e satélite indicam que o período permanece com alta probabilidade de chuvas nos próximos dias.

    As autoridades municipais recomendam cuidados redobrados durante os períodos de instabilidade. Rachaduras, trincas, deformações em estruturas e dificuldade para abrir portas e janelas podem ser indícios de problemas estruturais causados pela água. Em caso de emergência, a população deve acionar os telefones da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

    Por Mídia Mineira.

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    Policial penal e comparsa são condenados por esquema de corrupção em presídio de Visconde do Rio Branco

    Agentes cobravam propina de familiares para entrada ilegal de celulares na unidade prisional


    Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais resultou na condenação de duas pessoas envolvidas em um esquema criminoso no Presídio de Visconde do Rio Branco. A decisão judicial impôs penas que somam anos de reclusão e detenção aos réus, além da perda de cargo público para a agente penitenciária envolvida.

    A policial penal recebeu condenação de dois anos e oito meses de reclusão, somados a quatro meses e 15 dias de detenção e 28 dias-multa. A sentença também determinou a perda do cargo público. O comparsa foi condenado a três anos, um mês e dez dias de reclusão, além de cinco meses e sete dias de detenção e 30 dias-multa.

    As investigações apontaram que os condenados exigiam pagamentos indevidos de familiares de detentos para viabilizar a entrada clandestina de aparelhos celulares na unidade prisional. O esquema funcionava mediante a cobrança de vantagens financeiras dos parentes dos presos.


    Conforme as apurações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), um detento arquitetou a operação criminosa em 2021. O preso contou com a participação direta da agente penitenciária que atuava no estabelecimento para concretizar o ingresso ilegal dos aparelhos.

    A mesma investigação levou à condenação de outros dois indivíduos ligados a uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas na Zona da Mata mineira. Esses réus receberam penas superiores a nove anos de prisão em regime fechado por crimes de tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes cometidos em São Geraldo e municípios vizinhos.

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    A chamada "Operação Mecanismo" foi desencadeada para investigar uma complexa rede criminosa. O esquema envolvia policiais penais, outros agentes públicos, presos e pessoas externas ao sistema prisional, todos articulados para promover a entrada de drogas, objetos proibidos e telefones celulares nas unidades prisionais.

    O funcionamento da organização dependia do pagamento de propinas e da troca de favores ilícitos entre os envolvidos. A estrutura criminosa atuava em diversos estabelecimentos prisionais localizados na região da Zona da Mata.

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    Dezenas de outros acusados ainda aguardam julgamento pelo Poder Judiciário. Os processos continuam em andamento na Justiça mineira, com novas audiências e análises previstas para os próximos meses.

    A condenação representa um desdobramento significativo das investigações conduzidas pelo MPMG na região. O caso expõe as vulnerabilidades do sistema prisional e a necessidade de mecanismos de fiscalização mais rigorosos.

    Por Mídia Mineira com informações do MP.

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    MPMG pede restituição de valores recebidos irregularmente por empresa contratada pela Prefeitura de Cataguases

    Ministério Público aponta descumprimento de contrato por suposta terceirização irregular


    A Justiça de Cataguases recebeu uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público estadual contra a Innovar Consultoria Em Medicina, Seguranca Do Trabalho E Servicos Ltda – ME. O órgão ministerial solicita que a empresa devolva recursos públicos municipais que teriam sido recebidos de forma irregular durante a execução de um contrato de prestação de serviços. A prefeitura não é ré na ação.

    As apurações realizadas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público local, em conjunto com o Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público (GEDPP), identificaram possível violação de cláusulas contratuais. O contrato estabelecido com o município vedava expressamente a subcontratação de serviços sem prévia autorização.

    Conforme consta na ação, a contratada teria repassado parte considerável das atividades previstas no acordo a outra empresa, que não havia sido habilitada no processo de contratação original. A suposta prática irregular teria ocorrido de maneira sistemática ao longo de aproximadamente 19 meses.


    O período questionado abrange dois mandatos administrativos municipais distintos. A situação teria começado em novembro de 2015, durante a administração de José Cesar Samour, o Cesinha, e se estendido até junho de 2017, onde o contrato foi encerrado no primeiro ano da gestão de Willian Lobo. Nenhum prefeito citado faz parte da ação do MP.

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    De acordo com os dados apresentados pelo Ministério Público, a empresa contratada teria mantido receitas do contrato enquanto repassava valores mensais à subcontratada, preservando margem de lucro sobre serviços executados por terceiros. O montante que deveria ser restituído aos cofres públicos, segundo cálculos atualizados até setembro de 2025, alcança R$ 61.663,03.

    Após tentativas de resolução administrativa da questão sem sucesso, o órgão ministerial optou pela via judicial. A petição solicita que seja reconhecido o descumprimento das obrigações contratuais e determinada a devolução integral dos valores, com correção monetária até a data do efetivo pagamento.

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    O processo foi distribuído para a 2ª Vara Cível da Comarca de Cataguases, onde tramitará até decisão judicial. A reportagem não conseguiu estabelecer contato com os prefeitos citados, nem com representantes da empresa Innovar Consultoria para obter posicionamento sobre as alegações. O espaço permanece disponível para eventuais esclarecimentos.

    Por Mídia Mineira com informações do MPMG.

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