A vida ganha mais sentido quando pensamos na família. Quando entendemos que o policial militar também é um ser humano com expectativas, angústias e que alimenta sonhos. Ele é um ser inteiro e, assim, onde quer que ele esteja ali estarão corpo, alma e coração. Para que todos possam atuar com qualidade, precisam ter qualidade de vida. A família está inserida neste contexto. Foi pensando neste princípio, que a Afas – Associação Feminina de Assistência Social promoveu, nesta terça-feira (9), mais um Seminário Itinerante.
Família Militar, o Maior Patrimônio da Instituição
O encontro aconteceu no auditório do Sest-Senat, no Bairro Inconfidentes, em Contagem. Durante todo o dia, policiais militares das 2ª, 3ª e 7ª Regiões de Polícia Militar assistiram palestras e discutiram temas de interesse. Presentes, ainda, os comandantes das RPM, os Coronéis José Amilton Campos (2ª RPM), Alexandre Antônio Alves (3ª RPM) e Eduardo Campos (7ª RPM). A abertura do evento foi feita pelo Comandante-Geral, Coronel Márcio Martins Sant’Ana, que lançou perguntas aos militares presentes, provocando reflexão sobre a condição emocional de cada um em ser policial e se orgulhar da Instituição.
O oficial empregou a expressão “verdadeira peregrinação” para lembrar os seminários realizados, anteriormente, nas demais regiões do Estado, juntamente com a Afas, para cumprir a empreitada. “Todos chegam com uma expectativa para o seminário e saem satisfeitos. A cada seminário, a expectativa se supera e o militar sai mais motivado e desperto para as atitudes e comportamentos”, afirmou o oficial.
A presidente da Afas, Regina Silva Sant’Ana, confirmou: a cada atendimento vem percebendo as mudanças que estão sendo processadas no público interno, quando este se dirige a Associação para buscar apoio. “A PM é uma instituição que convive com um grau muito grande de tensão, de cobranças, de dedicação exclusiva. A família está inserida neste contexto e nossa atuação é preventiva. Tentamos mostrar que o Policial Militar é como todo mundo. Ele tem problemas, filhos, esposa e questões diárias a serem resolvidas. O seminário é uma pausa, para que ele possa pensar em si e promover uma reflexão”, enfatizou a presidente. Segundo Regina, o objetivo é, primeiramente, atuar na prevenção e, simultaneamente, mostrar que o militar não é diferente de ninguém. Para ela, os seminários estão cumprindo seu papel o que está refletindo na atitude do militar, de uma forma geral.
PÚBLICO SAUDÁVEL
Estar bem é a condição primeira para que o policial militar possa prestar um bom serviço, de acordo com o Comandante-Geral: “Somos 43 mil homens e mulheres fazendo parte de uma instituição de 238 anos. A saúde da PM é traduzida pela saúde dos seus integrantes. Fazemos parte de uma instituição motivada e dinâmica e temos muito vigor para continuar cumprindo a missão”.
O Comandante-Geral exibiu um vídeo mostrando o perfil da PMMG, seus valores, missão e visão e fez considerações sobre pessoal e logística. Ao abordar o policiamento ostensivo - incluindo o rodoviário e meio ambiente -, apresentou a retrospectiva de 2012 e mostrou os números de prisões, apreensões, lembrou os investimentos na frota, os projetos – Gepar, JCC, Patrulha Escolar, Polícia e Família – e ressaltou o que tem sido feito para o público interno e suas conquistas, para que possa manter-se saudável.
“Estes números são relativos. Já estamos na metade de 2013 e, certamente, fizemos muito mais. A Polícia Militar é uma instituição que se consolida sempre. A sua identidade organizacional é dinâmica e, hoje, temos o papel bem definido. Sentimos orgulho da Instituição. Salário é elementar, mas não é tudo. As pessoas têm que estar satisfeitas com o que fazem”, salientou o oficial.
Movimento histórico
O Cel Sant’Ana abriu espaço para falar sobre os acontecimentos recentes registrados em todo o País, em especial, em Minas Gerais. Considerou legítima a movimentação da população nas ruas, combateu o vandalismo e reconheceu a importância da Instituição no momento democrático. “Foi um movimento sem precedentes, uma manifestação histórica e que refletiu o inconformismo das pessoas. Tudo veio à tona de forma avassaladora e todos foram pegos de surpresa. São cobranças que a população vai continuar fazendo”, disse.
Para o oficial, o número de participantes que se avolumou rapidamente, o fato de não ter lideranças e a diversificação da pauta de reivindicações são ingredientes que servem de alerta para a complexidade do momento: “Ainda não conseguimos perceber o que aconteceu, nem os historiadores ainda conseguiram entender, porém, a PM está envolvida nisto até o pescoço.”
Ao citar as áreas de transporte, saúde, educação e mobilidade, o oficial observou que é impossível viver sem que haja qualidade no serviço por parte de quem está na administração pública. “A razão de todo serviço público é a sociedade. Temos um compromisso com a democracia e isto significa ter compromisso com todos.”
Em Brasília
Sobre a reunião da qual participou em Brasília, nesta segunda-feira, 8, um encontro em que foram discutidos investimentos na segurança pública em todo o país, o Cel Sant’Ana frisou que teve a oportunidade de comentar, diante do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das PMs e Bombeiros do País, e na presença do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, os fatos registrados em Belo Horizonte e a atuação da Polícia Militar de Minas Gerais, porque a “instituição de fez necessária, ficou visível e sustentou a democracia do País”.
“Fizemos uma omelete sem quebrar os ovos”, ressaltou. O oficial lembrou as manifestações no Egito, que registraram até então 52 mortes durante as passeatas e afirmou: “Nós não tivemos nenhuma letalidade em função das manifestações no Estado. No entanto, nos criticam porque usamos armas não letais. As pessoas ainda não entenderam que são de menor potencial e que, antes do contato físico, empregamos estes meios. Nós somos uma instituição necessária. Tive a grata satisfação de externar ao Ministro a importância da nossa função.”
Além desta reunião, o oficial também contou os bastidores do encontro que teve, abrindo espaço na agenda, para receber os líderes de entidades representativas da PM, deputado e vereador que cobraram respostas sobre empenho, logística e motivação da tropa empregada durante as manifestações. Ao responder os questionamentos, o oficial foi enfático sobre o que viu e viveu. “Eu estava lá, junto com a tropa. Disse aos líderes que o momento era de construir a coesão e estar juntos!”
Investimentos
O comandante-geral aproveitou a ocasião para falar os recursos que serão injetados na PM para melhorar, ainda mais, a qualidade do serviço prestado até 2014. Ainda este ano, ele anunciou a recomposição da frota do Batalhão Rotam, com mais de 170 Pajero, que já estão na DAL e outras 461 viaturas básicas, sendo que 260 estão no prazo de entrega.
Serviço de qualidade – relação de qualidade internamente
“Temos dúvidas, embates, desgastes físicos e psicológicos, mas o mais importante são as pessoas. Sem elas, as coisas não acontecem. Somos homens e mulheres e precisamos cuidar bem deste público.”
Cel Sant’Ana
Comandante-Geral
Estamos fornecendo um conjunto de informações e conhecimentos sobre temas pertinentes à profissão, à família e ao círculo social dos militares. Os temas têm tudo a ver com as exigências e desafios de uma sociedade que está sofrendo contínuas mudanças. Portanto, devemos buscar, a todo o momento, a atualização dos conhecimentos dos militares.
Regina Sant’Ana
Presidente da Afas
Iniciativa muito válida do comando e da Afas. Ao final, fizemos um agradecimento ressaltando a importância deste encontro. Hoje, constatamos que a Polícia Militar vem mudando seu foco e priorizando as pessoas, o ser humano, preocupando-se com o bem-estar de quem, como o próprio comandante-geral ressaltou, é a parte mais importante da Instituição.
Cel Amilton
Comandante da 2ª RPM
O encontro foi de extrema importância para os militares e tudo que foi abordado foi no sentido de promover o nosso maior patrimônio: as pessoas. As apresentações deram ênfase a temas importantes tanto aos militares quanto familiares. Também foi oportuno para promover uma aproximação maior dos policiais com seus familiares, o que facilita a valorização. Não tenho a menor dúvida de que, quando cuidamos da família, que é o sustentáculo de tudo, a vida ganha muito mais sentido. A PM também é nossa família e quando estreitamos este laço, temos mais qualidade de vida.
Alexandre Antônio Alves
Comandante da 3ª RPM
Quando observamos o Brasil e constatamos que a instituição família está altamente comprometida em sua formação, percebemos que isso afeta o todo. Hoje, já sofremos os impactos provocados pela falta de base familiar e as consequências. Quando buscamos trabalhar a família, melhoramos também a sociedade. Ela é a base. Por isso, é importante trabalhar também a nossa família: a policial militar. Parabéns ao comando da PM e a Afas, pela organização deste evento.
Cel Eduardo Campos
Comandante da 7ª RPM
Fonte: PMMG / Márcia Cândido
Fotos: Cb Ornelas

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