728x90 AdSpace

Energisa
  • Últimas

    Sicred Natal Magalu
    quinta-feira, 26 de março de 2026

    Procon aplica multas a seis postos de combustíveis em Juiz de Fora por reajustes sem justificativa

    Estabelecimentos teriam elevado preços antes da vigência de novo imposto, sem apresentar documentação que comprove variação real nos custos


    O Procon de Juiz de Fora deflagrou, nesta semana, uma nova rodada de autuações contra postos de combustíveis da cidade. Seis estabelecimentos foram multados em valores que, somados, ultrapassam R$ 636 mil. As penalidades têm como base a constatação de que os reajustes praticados não encontravam respaldo em variações objetivas e comprováveis nos custos operacionais, o que contraria dispositivos do Código de Defesa do Consumidor.

    A série de ações fiscalizatórias não começou nesta semana. Dias antes, outro posto, localizado na Avenida Brasil, já havia sido alvo do órgão de defesa do consumidor, com uma multa de R$ 55.542,09. O padrão das infrações investigadas é semelhante: elevações de preços aplicadas de forma abrupta, sem que os proprietários conseguissem apresentar documentação que justificasse os aumentos cobrados ao consumidor final.

    De acordo com as apurações do Procon, as mudanças de preço teriam ocorrido em janeiro de 2025, período anterior à entrada em vigor de um novo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo o órgão, a antecipação dos aumentos sem lastro fiscal configura prática irregular, enquadrada no artigo 39, inciso X, do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe a elevação de preços sem motivação objetiva e devidamente comprovada.


    Durante os processos administrativos, os estabelecimentos autuados tentaram justificar os reajustes com base em despesas gerais, como pagamento de aluguel, folha salarial e outros custos de manutenção. No entanto, o Procon/JF não acatou esses argumentos, por entender que tais fatores não representam aumento direto no custo de aquisição do produto. A apresentação incompleta do Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC) também foi apontada como elemento que fragilizou a defesa dos postos.

    A matéria continua após a publicidade.
    Os seis postos autuados nesta rodada, com seus respectivos endereços e valores de multa, são: 
    • Posto Eco Ltda, na Av. Garcia Rodrigues Paes, 12.515 (R$ 98.818,19); 
    • Posto Petrogas, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 7.786 (R$ 145.611,26); 
    • Auto Posto Qualidade Ltda, na Av. Deusdedith Salgado, 3.600 (R$ 71.020,00); 
    • Auto Posto Salvaterra Ltda, na Av. Deusdedith Salgado, 5.250, bairro Salvaterra (R$ 187.020,50 — a maior penalidade individual do grupo); 
    • Posto Lucas, na Rua Benjamin Guimarães, Morro da Glória (R$ 86.000,00); e
    • Posto Líder, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 130, bairro Industrial (R$ 47.735,18).
    A matéria continua após a publicidade.
    Em nota divulgada à imprensa, o Procon/JF informou que as fiscalizações foram intensificadas diante da instabilidade observada no mercado global de combustíveis, e que a liberdade de precificação, embora garantida, não dispensa transparência nem pode ser exercida em prejuízo do consumidor, sobretudo quando se trata de um produto de uso essencial no cotidiano da população. O órgão reforçou ainda que as investigações seguem em andamento e que novas autuações não estão descartadas.

    Os estabelecimentos multados têm o direito de apresentar defesa nos prazos estabelecidos pelo processo administrativo. O espaço em nosso site está aberto para que as empresas possam se pronunciar, pois não conseguimos contato por telefone.

    Por Mídia Mineira.

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    Gaeco deflagra operação contra crimes na saúde pública em Cataguases e cidades vizinhas

    Investigação apura prejuízos aos cofres públicos e ao atendimento de usuários do SUS por parte de um médico vinculado ao Hospital de Cataguases


    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 26 de março, a “Operação Assepsia”, com o objetivo de apurar crimes praticados na área da saúde pública na região de Cataguases, na Zona da Mata. A operação decorre de duas investigações distintas, que apuram a possível atuação de profissionais da área médica em contextos diversos, envolvendo, em tese, a prática de crimes contra a administração pública e em prejuízo a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e 1ª Promotoria de Justiça de Cataguases, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.


    Na ação desta quinta-feira, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, com o objetivo de coletar documentos, dispositivos eletrônicos e demais elementos de prova que contribuam para o esclarecimento dos fatos, a identificação de eventuais coautores e a mensuração dos prejuízos causados aos cofres públicos.

    A matéria continua após a publicidade.
    Frentes de investigação
    Em uma das investigações, apura-se a situação de um médico vinculado ao Hospital de Cataguases e credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS) que solicitava pagamentos indevidos de pacientes e familiares para viabilizar internações e atendimentos que deveriam ser integralmente gratuitos. Há indícios de que as cobranças ocorreram de forma reiterada, inclusive no contexto de atendimentos em pronto-socorro.

    Na outra frente de apuração, um profissional da saúde é investigado por manter vínculos simultâneos com os municípios de Astolfo Dutra, Cataguases e Rodeiro, recebendo, nos dois primeiros, remunerações sem o efetivo cumprimento das jornadas de trabalho. As investigações apontam incompatibilidade de horários, com a realização de atendimentos em outros locais, inclusive na iniciativa privada, durante o período em que deveria estar em serviço público. Além disso, é analisada a possível inserção de informações falsas em registros de frequência.

    Também são apurados indícios de atuação sistemática e eventual participação de terceiros para viabilizar as irregularidades.

    A matéria continua após a publicidade.
    O MPMG reafirma seu compromisso institucional com a defesa da saúde pública, atuando de forma firme no combate a práticas ilícitas no âmbito do SUS, especialmente aquelas que comprometem a gratuidade, a moralidade administrativa e o acesso equânime da população aos serviços de saúde. A atuação visa coibir desvios de conduta, responsabilizar os envolvidos e assegurar que os recursos públicos sejam integralmente destinados ao atendimento digno e regular dos cidadãos.

    As investigações seguem em curso, sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas oportunamente.

    Fonte: MPMG

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    quarta-feira, 18 de março de 2026

    Última vítima da enchente em Ubá é identificada após 22 dias de buscas

    Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, foi arrastado pela correnteza na noite do dia 23 de fevereiro

    Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação.

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta terça-feira (17/3) a identificação da última vítima das enchentes que devastaram a Zona da Mata mineira em fevereiro. Luciano Franklin Fernandes, 50 anos, natural de Patrocínio do Muriaé, estava desaparecido desde a noite de 23 de fevereiro, quando foi arrastado pela correnteza durante as chuvas que atingiram Ubá. As buscas duraram 22 dias.


    O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta terça, durante operação de retirada de materiais acumulados na calha do Rio Ubá. Devido ao tempo decorrido desde o desaparecimento, o cadáver foi encontrado em avançado estado de decomposição e encaminhado ao Posto Médico-Legal (PML) para necropsia. A identidade foi confirmada por exames periciais, com uso de reconhecimento e análise odontológica. Após o cumprimento das etapas legais, o corpo foi liberado à família.

    A matéria continua após a publicidade.
    A tragédia que ceifou a vida de Luciano tem contornos dramáticos. Ele estava em casa com a namorada, Edna Almeida, e o filho dela quando o rio que corta o terreno dos fundos do imóvel rompeu e invadiu a residência com força avassaladora. Edna conseguiu se agarrar a um poste e permaneceu nessa posição por cerca de três horas, até ser resgatada. Luciano não teve o mesmo destino.

    Com a confirmação da morte de Luciano, Ubá chega a oito óbitos provocados pela enchente histórica dos dias 23 e 24 de fevereiro. A chuva que desencadeou o desastre registrou 170 milímetros em aproximadamente três horas e meia. O Rio Ubá atingiu quase oito metros de altura nas medições da área central, causando inundações em amplas faixas da zona urbana do município.

    A matéria continua após a publicidade.
    O episódio em Ubá, no entanto, integra um quadro ainda mais devastador para a Zona da Mata. Em Juiz de Fora, as chuvas do mesmo período deixaram 65 mortos, além de quase 8.500 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Só no bairro Parque Burnier, 22 vidas foram perdidas. Somando os dois municípios, o total de óbitos chega a 73, tornando o evento um dos maiores desastres climáticos recentes do estado de Minas Gerais.

    Por Mídia Mineira.

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    PCMG e PMMG prendem dois por tráfico de drogas em Cataguases

    Ação conjunta e trabalho de inteligência resultaram na prisão de suspeitos e na apreensão de entorpecentes na Vila Resende


    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Militar (PMMG) prenderam em flagrante, nessa quinta-feira (12/3), dois homens, de 18 e 22 anos, suspeitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ação conjunta ocorreu em Cataguases após monitoramento realizado pelos setores de inteligência das instituições.


    Com base nos levantamentos, as equipes identificaram a entrega de entorpecentes em um imóvel na Vila Resende. Durante a abordagem, os policiais confirmaram a atividade ilícita e efetuaram a prisão dos suspeitos. No interior da residência, foram apreendidas diversas porções de drogas já fracionadas e prontas para comercialização, além de materiais que indicam a utilização do espaço para o preparo e acondicionamento de substâncias destinadas à distribuição regional.

    A matéria continua após a publicidade.
    De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Giovane Dantas, "a operação representa a continuidade das ações de enfrentamento ao tráfico de drogas no bairro, uma vez que o mesmo imóvel já havia sido alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão em 10 de fevereiro deste ano, ocasião em que foi apreendida grande quantidade de entorpecentes".

    A matéria continua após a publicidade.
    As investigações continuam, e os investigados foram encaminhados ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.

    Fonte: Polícia Civil

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

    Legislação busca regular acesso online para proteger crianças e jovens

    Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

    A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

    Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

    Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.  

    A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

    Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

    “Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

    Lei Felca

    A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

    O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

    A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

    Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

    “O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”


    Impactos
    Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

    Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

    A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

    Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

    "Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela", explicou o pai.


    Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

    "Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos."

    A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.

    A matéria continua após a publicidade.
    Responsabilidade das famílias
    Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

    Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

    A pesquisadora do Child Fund Brasil Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

    A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores: 

    "Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?", questiona Bianca.

    Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

    “Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

    Acompanhamento 
    A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o "mundo real" e o diálogo franco.

    Psiquiatra Julianna Passos e os filhos Bernardo e Adam - Julianna Passos - Arquivo Pessoal.

    A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar "boa noite" ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

    Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. "Ele nem tem conta ou acesso", afirma Julianna.

    Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

    "Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição", explica a mãe psiquiatra.

    Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

    O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental. 

    As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

    Autodeclaração 
    Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em "tenho +18 anos", permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

    Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

    “O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

    A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

    Vulnerabilidade
    No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

    A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

    Para a pesquisadora Águeda Barreto, o ECA digital é um arcabouço amplo - Foto ONG Child Fund - Divulgação.

    O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullying, cyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

    Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

    Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

    Dados da TIC Kids Online Brasil mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

    Caixas de recompensa
    Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infantojuvenil, como o Roblox. 

    Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

    A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

    “Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

    A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

    Dados
    A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um "sinal de idade", via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

    Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

    Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes. 

    “O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

    A matéria continua após a publicidade.
    Responsabilidades
    O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

    As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infantojuvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

    Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

    A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

    As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

    No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

    Fonte: Agência Brasil

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    terça-feira, 17 de março de 2026

    STF condena por unanimidade deputados por cobrar propina para liberar emendas parlamentares

    Dois deputados federais e um suplente foram condenados a penas de até 6 anos e 5 meses em regime semiaberto

    Imagens Divulgação.

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (17), dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) pelo crime de corrupção passiva. O colegiado, formado pelos ministros Cristiano Zanin (relator), Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, aceitou a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e aplicou penas que variam de 5 a 6 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto.

    Os condenados são os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), atualmente licenciado do mandato, e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente João Bosco Costa (PL-SE). Segundo a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, o grupo teria solicitado vantagem indevida de R$ 1,6 milhão em troca da liberação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).


    O caso veio à tona após denúncia do então prefeito do município, José Eudes, que afirmou ter sido alvo da cobrança. No voto que prevaleceu no julgamento, o ministro Zanin afirmou haver provas robustas de que os acusados solicitaram pagamento de propina como condição para a liberação dos recursos públicos — caracterizando, assim, o crime de corrupção passiva.

    A matéria continua após a publicidade.
    As penas fixadas pelo tribunal foram: 
    • 6 anos e 5 meses de prisão e 300 dias-multa para Josimar Maranhãozinho; 
    • 5 anos e 6 meses de prisão e 100 dias-multa para Pastor Gil; e 
    • 5 anos de prisão e 100 dias-multa para João Bosco Costa. 
    Todos cumprirão a pena inicialmente em regime semiaberto. Outros quatro acusados que não possuem mandatos parlamentares, também foram condenados por envolvimento no esquema.

    O mesmo colegiado decidiu, no entanto, absolver os réus da acusação de integrar organização criminosa, restringindo a condenação ao crime de corrupção passiva. A decisão foi unânime também neste ponto.

    A matéria continua após a publicidade.
    Com as condenações em regime semiaberto, a questão dos mandatos parlamentares recai agora sobre a Câmara dos Deputados. Caberá à Casa avaliar a compatibilidade entre o cumprimento da pena e o exercício do mandato dos deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. A situação do suplente João Bosco Costa também deverá ser apreciada pela Câmara, conforme entendimento do STF.

    Por Mídia Mineira.

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    sexta-feira, 13 de março de 2026

    Acidente entre carreta e carro tira a vida de casal na BR-116 em Leopoldina

    Colisão de grande impacto interdita parcialmente a rodovia e gera congestionamento no trevo que dá acesso a Cataguases


    Imagens: Redes Sociais.

    Uma colisão de grande impacto entre uma carreta e um automóvel foi registrada na tarde desta sexta-feira, 13 de março, na BR-116, no município de Leopoldina, no trecho compreendido entre a passarela e o Mart Minas, na altura do quilômetro 764. O acidente resultou na morte de um casal que reside em Leopoldina, conforme as primeiras informações apuradas no local.

    Segundo informações da Polícia Rodoviária, o carro de passeio seguia sentido Leopoldina - Além Paraíba quando teria invadido a contramão de direção e chocado de frente com uma carreta que seguia no sentido contrário. Chovia no momento do acidente.


    Equipes de emergência e autoridades foram acionadas para atender à ocorrência. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), funcionários da concessionária que administra a pista, socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e peritos da Polícia Civil estavam no local realizando os atendimentos às vítimas e os levantamentos técnicos necessários para a apuração das causas e circunstâncias do acidente.

    A matéria continua após a publicidade.
    O impacto do acidente no tráfego foi imediato e significativo. Motoristas que trafegavam pela região relataram dificuldades para acessar o trevo em direção a Cataguases, em razão de uma extensa fila de veículos que se formou no local. Até o fechamento desta publicação, a situação no trânsito ainda não havia sido normalizada.

    A matéria continua após a publicidade.
    As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes. O número exato de vítimas fatais e a identidade dos envolvidos não haviam sido oficialmente divulgados até o momento da publicação desta matéria. Novas informações serão acrescentadas conforme forem sendo confirmadas pelas fontes oficiais.

    Por Mídia Mineira.

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    Prefeito de Ubá pede desculpas nas redes sociais após imagens de retroescavadeira empurrando doações

    Após repercussão negativa de vídeo com retroescavadeira, prefeito José Damato pede desculpas e admite falha na gestão das doações (assista ao vídeo)



    O prefeito de Ubá (MG), Professor José Damato (PSD), veio a público nesta semana para tentar conter o desgaste político causado pela divulgação de imagens que mostram uma retroescavadeira da prefeitura empurrando roupas doadas para vítimas das recentes chuvas na região. O episódio ocorre em um momento delicado, pouco após o mandatário viralizar nas redes sociais por uma crise de riso ao saber o nome de um vereador.

    A gravação, que circulou amplamente em grupos de mensagens e redes sociais, gerou indignação entre voluntários e doadores. Nas imagens, o maquinário pesado, geralmente destinado à remoção de lama e entulho, aparece manuseando fardos de roupas sem o devido cuidado, o que foi interpretado por parte da população como descaso com as doações destinadas às famílias desabrigadas.


    Em vídeo publicado ao lado de seu vice, Cabo Rominho, Damato adotou um tom de retratação e reconheceu o erro operacional. “É uma vergonha para a gente ver essas imagens da retroescavadeira empurrando as roupas. Nós estamos vindo aqui hoje para pedir desculpas a todas as pessoas que doaram, infelizmente a nossa equipe errou e errou muito”, declarou o prefeito.

    A matéria continua após a publicidade.
    A administração municipal justificou que a utilização do equipamento foi uma decisão isolada da equipe de logística e que não condiz com as diretrizes da prefeitura. Segundo Damato, o foco das máquinas deveria ser a desobstrução de vias públicas afetadas pelo clima. “Máquina é para estar na rua retirando a lama e desobstruindo as vias”, enfatizou o gestor, reforçando que medidas de reestruturação foram tomadas no galpão onde os itens são armazenados.

    O vice-prefeito, por sua vez, ressaltou que a gestão assume a responsabilidade pelo ocorrido, classificando a cena como "lamentável" e fruto de uma "falta de zelo". Durante a fala, houve um esforço para desviar o foco da crise para a busca de recursos externos, mencionando articulações junto ao governo federal e estadual para a reconstrução da cidade, que não teria capacidade financeira para se reerguer sozinha.

    A matéria continua após a publicidade.
    Apesar do pedido de desculpas, a oposição e setores da sociedade civil local mantêm a pressão sobre a transparência no manejo dos donativos. O governo municipal prometeu que cenas semelhantes não voltarão a ocorrer e que o processo de entrega será rigorosamente fiscalizado para garantir que os itens cheguem "com carinho e cuidado" aos destinatários finais.

    Por Mídia Mineira.

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    quinta-feira, 12 de março de 2026

    Fiscalização flagra mais de 40% dos táxis de Cataguases sem taxímetro e motoristas cobrando tarifa fixa irregularmente

    Operação conjunta inspecionou 25 veículos em três dias e identificou sérias irregularidades no serviço de transporte de passageiros



    Entre os dias 10 e hoje, 12 de março, equipes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do órgão de trânsito de Cataguases (Catrans) e da Polícia Militar fiscalizam o serviço de táxi do município de Cataguases, na Zona da Mata. O objetivo foi verificar a utilização do taxímetro, a regularidade dos veículos e o cumprimento da legislação municipal e nacional de trânsito.  

    Entre os itens verificados, estavam: cor do veículo, taxímetro em local visível e com data de inspeção, logotipo com a palavra Táxi, número do ponto ao qual pertence, código que autoriza a prestação do serviço, identificador luminoso de livre ou ocupado no teto do veículo e adesivo contendo os canais de reclamação com o órgão de trânsito do município.


    Ao todo, 25 veículos foram inspecionados nos três dias, 11 deles estavam sem taxímetro ou com o equipamento inoperante. Foram identificadas ainda sete corridas cobradas a preço fixo, sem a utilização do taxímetro, o que é irregular e pode ter gerado prejuízo ao usuário do serviço.

    A matéria continua após a publicidade.
    “Segundo a legislação, motoristas de táxi devem usar obrigatoriamente o taxímetro como parâmetro de cobrança, mas muitos não vêm atuando assim, e sim utilizando preço fixo. Alguns veículos sequer possuíam taxímetro instalado”, afirmou o promotor de Justiça Rodrigo Ferreira de Barros, que participou das vistorias. 

    De acordo com o representante do MPMG, em nenhum dos veículos inspecionados foi localizada informação com a identificação do condutor ou com os canais de denúncia e reclamação junto ao órgão de trânsito municipal. Uma lei municipal estabeleceu prazo até 18 de junho deste ano para que essas informações constem nos táxis de Cataguases.

    A matéria continua após a publicidade.
    Uma reunião realizada nesta quinta-feita, 12 de março, entre MPMG, Procuradoria Geral do Município e servidores do órgão de trânsito Catrans, definiu a criação de uma força-tarefa com o objetivo de reforçar as ações de fiscalização dos serviços de transporte de passageiros por táxi em Cataguases. 

    Os casos de ausência de taxímetro nos táxis de Cataguases podem ser denunciados na Catrans, por meio do telefone (32) 3429-2599 ou na Ouvidoria do MPMG, pelo telefone 127.  



    Por Mídia Mineira 
    com informações do MPMG.

    Google News

    Entre para o nosso canal no Whatsapp: Clique aqui

    Minas Gerais

    Ocorrências Policiais

    Acidentes

    Voltar para o Início